Santo Tomás de Aquino
Objeção 1: Parece que cada ato de um infiel é pecado. Porque uma glosa sobre Rom. 14,23: «Tudo o que não é de fé é pecado», diz: «Toda a vida dos infiéis é pecado». Ora, a vida dos infiéis consiste nas suas ações. Logo, toda ação de um infiel é pecado. Objeção 2: Ademais, a fé dirige a intenção. Ora, não pode haver bem senão o que provém de uma reta intenção. Portanto, entre os infiéis, nenhuma ação pode ser boa. Objeção 3: Ademais, quando o que precede é corrompido, o que segue também é corrompido. Ora, o ato de fé precede os atos de todas as virtudes. Logo, como não há ato de fé nos infiéis, eles não podem fazer nenhuma obra boa, mas pecam em todas as suas ações. Em contrário, Diz-se de Cornélio, quando ainda infiel (At 10,4.31), que as suas esmolas eram aceitáveis a Deus. Portanto, n…
Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 4 · c. 1225–1274
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