Referência

Rm 15, 4

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Autores distintos

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Matos Soares

4Ora tudo o que foi escrito para nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e consolação (que tiramos) das Escrituras, tenhamos esperança.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que Cristo foi sepultado de maneira indigna. Pois a sua sepultura devia ser condigna da sua morte. Mas Cristo sofreu uma morte vergonhosíssima, segundo Sab. 2,20: «Condenemo-lo a uma morte vergonhosíssima.» Logo, parece inconveniente que se concedesse a Cristo uma sepultura honorífica, visto que foi sepultado por homens de posição — a saber, por José de Arimateia, que era «nobre conselheiro», segundo a expressão de Marcos (Mc 15,43), e por Nicodemos, que era «príncipe dos judeus», como João declara (Jo 3,1). **Objeção 2:** Ademais, nada se devia fazer a Cristo que pudesse servir de exemplo de desperdício. Ora, parece cheirar a desperdício que, para sepultar Cristo, Nicodemos viesse «trazendo uma mistura de mirra e aloés, cerca de cem libras», conforme registra João (…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que não basta restituir exatamente a quantia tirada. Pois está escrito (Êx 22,1): «Se alguém furtar um boi ou uma ovelha, e o matar ou vender, restituirá cinco bois por um boi, e quatro ovelhas por uma ovelha.» Ora, todo homem é obrigado a guardar os mandamentos da lei divina. Logo, o ladrão é obrigado a restituir o quádruplo ou o quíntuplo. Objeção 2: Além disso, «tudo o que foi escrito, para nosso ensino foi escrito» (Rm 15,4). Ora, Zaqueu disse (Lc 19,8) ao Senhor: «Se em alguma coisa tenho defraudado alguém, restituo-lhe o quádruplo.» Logo, o homem é obrigado a restituir várias vezes a quantia que tomou injustamente. Objeção 3: Além disso, ninguém pode ser injustamente privado do que não é obrigado a dar. Ora, o juiz priva justamente o ladrão de mais do que o valor…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objecção 1.** Parece que não devemos orar por nossos inimigos. Pois, segundo Rom. 15,4: «Tudo quanto foi escrito, para nossa instrução foi escrito.» Ora, a Sagrada Escritura contém muitas imprecações contra os inimigos; assim está escrito (Sl. 6,11): «Sejam todos os meus inimigos envergonhados e perturbados, sejam envergonhados e perturbados mui depressa [*Vulg.: ‘Tornem atrás e sejam envergonhados.’]» Logo, devemos orar antes contra nossos inimigos do que por eles. **Objecção 2.** Além disso, vingar-se dos inimigos é prejudicial a eles. Mas os santos buscam vingança de seus inimigos, segundo Apoc. 6,10: «Até quando, Senhor, não vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?» Por isso se alegram de serem vingados de seus inimigos, conforme Sl. 57,11: «O justo se alegrará quando vi…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 8 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que é lícito desejar o múnus episcopal. Porque diz o Apóstolo (1 Tim. 3,1): "O que deseja [Vulg.: 'Se alguém deseja'] o múnus episcopal, deseja uma boa obra." Ora, é lícito e louvável desejar uma boa obra. Logo, é até louvável desejar o múnus episcopal. Objeção 2: Além disso, o estado episcopal é mais perfeito que o religioso, como dissemos acima (Q. 184, A. 7). Ora, é louvável desejar entrar no estado religioso. Logo, também é louvável desejar a promoção ao estado episcopal. Objeção 3: Além disso, está escrito (Prov. 11,26): "O que esconde o trigo será amaldiçoado entre o povo; porém bênção sobre a cabeça dos que o vendem." Ora, um homem apto, tanto na vida como na ciência, para o múnus episcopal, parece esconder o trigo espiritual, se foge do estado episcopal; ao pass…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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São Gregório Magno

36. A parte meridional do mundo chama de ‘íbices’ às aves que habitam as correntes do Nilo. Mas as regiões do oriente e do ocidente chamam ‘íbices’ a pequenos quadrúpedes, cujo costume é também parir nos rochedos, porque não sabem habitar senão nos rochedos. E se alguma vez caem, mesmo do alto dos cumes dos montes, sustêm-se sem dano nos seus próprios cornos. Pois ao cair ferem a cabeça e, enquanto apresentam as pontas dos seus cornos, todo o corpo fica isento da lesão da queda. É costume também das cervas destruir as serpentes que encontram e despedaçar os seus membros com as dentadas. Diz-se também que, se alguma vez atravessam os rios, apoiam o peso das cabeças sobre o dorso das que vão à frente, e, sucedendo-se umas às outras, não sentem de modo algum o trabalho do peso. Por que razão,…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 36 · c. 540–604

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