Referência

Rm 2, 15

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Autores distintos

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Matos Soares

15e mostram que o que a lei ordena está escrito nos seus corações, dando-lhes testemunho a sua própria consciência e os pensamentos, que os acusam (se fizerem o mal) ou defendem (se fizerem o bem) .

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

São Gregório Magno

26. Pois «o dia se torna trevas», quando, no próprio começo da fruição, vemos a que fim de ruína o pecado nos precipita. «Convertemos o dia em trevas», sempre que, castigando-nos severamente, tornamos amargos os próprios doces do gozo maligno pelos agudos lamentos da penitência e, quando o visitamos com choro, em qualquer coisa em que pecamos na gratificação em nossos corações secretos. Porque, como nenhum crente ignora que os pensamentos do coração serão minuciosamente examinados no Juízo, como Paulo testifica, dizendo: *Os seus pensamentos, entretanto, acusando ou também defendendo-se uns aos outros* (Rm 2, 15), examinando-se interiormente, perscruta a própria consciência sem poupança ante o Juízo, a fim de que o Juiz severo venha agora mais placidamente disposto, porquanto vê a sua culp…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 26 · c. 540–604

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que um juiz pode proferir sentença contra um homem que não é acusado. Pois a justiça humana deriva da justiça divina. Ora, Deus julga o pecador mesmo que não haja acusador. Logo, parece que um homem pode proferir sentença de condenação contra um homem mesmo que não haja acusador. Objeção 2: Ademais, no procedimento judicial exige-se um acusador para que relate o crime ao juiz. Ora, às vezes o crime pode chegar ao conhecimento do juiz por outra via que não a acusação; por exemplo, por denúncia, ou por má fama, ou ainda pelo próprio juiz ser testemunha ocular. Logo, um juiz pode condenar um homem sem que haja acusador. Objeção 3: Ademais, os feitos das santas pessoas são narrados na Sagrada Escritura como modelos de conduta humana. Ora, Daniel foi ao mesmo tempo acusador…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1**: Parece que a consciência é uma potência; pois Orígenes diz [*Comentário sobre Rm 2,15] que «a consciência é um espírito corretor e guia, acompanhando a alma, pelo qual ela é afastada do mal e levada a aderir ao bem». Ora, na alma, espírito designa uma potência — ou a própria mente, conforme o texto (Ef 4,23): «Renovai-vos no espírito da vossa mente» — ou a imaginação, donde a visão imaginária é chamada espiritual, como diz Agostinho (Gen. ad lit. XII, 7,24). Portanto, a consciência é uma potência. **Objeção 2**: Ademais, nada é sujeito de pecado senão uma potência da alma. Ora, a consciência é sujeito de pecado; pois de alguns se diz que «a sua mente e a sua consciência estão contaminadas» (Tt 1,15). Logo, parece que a consciência é uma potência. **Objeção 3**: Ademais, a…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 13 · c. 1225–1274

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São Gregório Magno

38. ‘O renovo da sua casa é descoberto’ quando tudo o que de mau brotou na sua consciência é mostrado à vista. Pois agora ‘o renovo da casa do hipócrita’ permanece oculto à vista, porque, embora a sua prática apareça boa no delineamento, contudo a intenção jaz oculta. Visto que uma coisa é o que ele faz, e outra coisa é o que ele tem em vista. Mas quando, na vinda do Juiz, a consciência de cada um for trazida para o seu testemunho (donde está escrito: Os seus pensamentos, entretanto, acusando-os ou defendendo-os [Rm 2, 15]), então ‘o renovo da casa do hipócrita é descoberto’ nisto, porque o mau designio é desnudado no seu coração. ‘E ele será arrebatado no dia da ira de Deus’, porquanto quando a indignação do Juiz é revelada, sendo entregue aos fogos vingadores, é separado da Sua presença.…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 38 · c. 540–604

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