Santo Tomás de Aquino
**Objeção 1:** Parece que a dívida da pena não é um efeito do pecado. Pois aquilo que é acidental a uma coisa não parece ser seu próprio efeito. Ora, a dívida da pena é acidental ao pecado, porque está fora da intenção do pecador. Logo, a dívida da pena não é um efeito do pecado. **Objeção 2:** Além disso, o mal não é causa do bem. Mas a pena é um bem, visto que é justa e vem de Deus. Portanto, não é efeito do pecado, que é mal. **Objeção 3:** Além disso, Agostinho diz (Confissões, I) que "toda afeição desordenada é sua própria pena". Ora, a pena não incorre em nova dívida de pena, porque então se iria ao infinito. Logo, o pecado não incorre a dívida da pena. **Em contrário,** está escrito (Rm 2,9): "Tribulação e angústia virá sobre toda a alma do homem que obra o mal". Ora, obrar o mal…
Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274
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