Referência

Rm 3, 8

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Autores distintos

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Matos Soares

8E porque e que (como dizem caluniosamente de nós, como alguns afirmam que nós dizemos) não havemos de fazer o mal para que venham bens? Destes é justa a condenação.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que se não deve deixar de corrigir alguém por temor de que se torne pior. Pois o pecado é fraqueza da alma, segundo o Sl 6,3: «Tende piedade de mim, Senhor, porque sou fraco.» Ora, quem tem a cargo um enfermo não deve cessar de cuidar dele, ainda que seja rebelde ou desdenhoso, porque então o perigo é maior, como no caso dos alienados. Muito mais, portanto, se deve corrigir um pecador, por mal que ele o receba. Objeção 2: Além disso, segundo Jerônimo, as verdades vitais não devem ser omitidas por causa do escândalo. Ora, os mandamentos de Deus são verdades vitais. Logo, como a correção fraterna é objeto de preceito, como se disse acima (A[2]), parece que não deve ser omitida por temor de escandalizar a pessoa a ser corrigida. Objeção 3: Ademais, segundo o Apóstolo (Rm 3…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 6 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece lícito ao homem matar-se a si mesmo. Pois o homicídio é pecado enquanto contrário à justiça. Mas ninguém pode cometer injustiça contra si mesmo, como se prova na Ética, V, 11. Logo, ninguém peca matando-se a si mesmo. **Objeção 2:** Além disso, é lícito a quem exerce autoridade pública matar os malfeitores. Ora, quem exerce autoridade pública é às vezes um malfeitor. Logo, pode licitamente matar-se a si mesmo. **Objeção 3:** Além disso, é lícito ao homem sofrer espontaneamente um perigo menor para evitar um maior: assim, é lícito cortar um membro corrupto, mesmo de si mesmo, para salvar todo o corpo. Ora, às vezes um homem, matando-se, evita um mal maior, por exemplo, uma vida infeliz ou a vergonha do pecado. Logo, um homem pode matar-se. **Objeção 4:** Além disso,…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 5 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objecção 1:** Parece que uma criança pode ser baptizada enquanto ainda está no ventre de sua mãe. Pois o dom de Cristo é mais eficaz para a salvação do que o pecado de Adão para a condenação, como diz o Apóstolo (Rom. 5:15). Ora, uma criança enquanto ainda está no ventre de sua mãe está sob sentença de condenação por causa do pecado de Adão. Por muito mais razão, portanto, pode ser salva mediante o dom de Cristo, que é concedido pelo Baptismo. Logo, uma criança pode ser baptizada enquanto ainda está no ventre de sua mãe. **Objecção 2:** Além disso, uma criança, enquanto ainda no ventre de sua mãe, parece ser parte de sua mãe. Ora, quando a mãe é baptizada, tudo o que está nela e é parte dela é baptizado. Portanto, parece que, quando a mãe é baptizada, a criança em seu ventre é baptizada…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 11 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a cegueira e a dureza de coração são sempre ordenadas para a salvação daqueles que são cegos e endurecidos. Pois Agostinho diz (*Enchiridion* xi) que “assim como Deus é sumamente bom, de modo nenhum permitiria que o mal fosse feito, se não pudesse tirar algum bem de todo mal”. Muito mais, portanto, ordena para algum bem o mal do qual Ele mesmo é causa. Ora, Deus é causa da cegueira e da dureza de coração, como foi dito acima (A[3]). Logo, elas são ordenadas para a salvação daqueles que são cegos e endurecidos. Objeção 2: Além disso, está escrito (Sb 1,13) que “Deus não tem prazer na destruição do ímpio [*Vulg.: ‘Deus não fez a morte, nem se alegra na perdição dos vivos.’]” Ora, Ele pareceria ter prazer na sua destruição, se não convertesse a cegueira deles em proveit…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que a cegueira e a dureza de coração se ordenam sempre para a salvação daqueles que são cegados e endurecidos. Pois Agostinho diz (Enchirídio, cap. xi): «Sendo Deus sumamente bom, de modo nenhum permitiria que se fizesse o mal, se de todo o mal não pudesse tirar algum bem.» Muito mais, portanto, ordena para algum bem o mal de que Ele próprio é causa. Ora, Deus é a causa da cegueira e da dureza de coração, como se estabeleceu acima (A. 3). Logo, ordenam-se para a salvação daqueles que são cegados e endurecidos. **Objeção 2:** Ademais, está escrito (Sab. 1, 13): «Deus não tem prazer na destruição dos ímpios» (a Vulgata: «Deus não fez a morte, nem tem prazer na destruição dos vivos»). Ora, Ele pareceria ter prazer na sua destruição, se não convertesse a sua cegueira em…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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