Referência

Rm 4, 17

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Autores distintos

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Matos Soares

17segundo está escrito: Eu te constitui pai de muitas gentes (Gn. 17, 6). Ele é pai, diante de Deus, em quem acreditou, o qual dá vida aos mortos e chama à existência o que não existe.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que Deus não tem conhecimento das coisas que não são. Porque o conhecimento de Deus é das coisas verdadeiras. Mas "verdade" e "ser" são termos convertíveis. Portanto, o conhecimento de Deus não é das coisas que não são. Objeção 2: Ademais, o conhecimento requer semelhança entre o conhecedor e a coisa conhecida. Ora, as coisas que não são não podem ter nenhuma semelhança com Deus, que é o próprio ser. Logo, o que não é não pode ser conhecido por Deus. Objeção 3: Ademais, o conhecimento de Deus é a causa do que por Ele é conhecido. Mas não é a causa das coisas que não são, porque uma coisa que não é não tem causa. Portanto, Deus não tem conhecimento das coisas que não são. Em contrário, o Apóstolo diz: "O qual chama as coisas que não são, como as que são" (Rm 4,17). Res…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 9 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que não há lei eterna. Porque toda lei é imposta a alguém. Mas não houve alguém desde a eternidade a quem se pudesse impor uma lei, visto que só Deus existia desde a eternidade. Logo, nenhuma lei é eterna. Objeção 2: Ademais, a promulgação é essencial à lei. Ora, a promulgação não poderia ser desde a eternidade, porque não havia a quem se pudesse promulgar desde a eternidade. Logo, nenhuma lei pode ser eterna. Objeção 3: Ademais, a lei implica ordenação a um fim. Mas nada ordenado a um fim é eterno, pois só o último fim é eterno. Logo, nenhuma lei é eterna. Pelo contrário, Agostinho diz (Do Livre Arbítrio, I, 6): «Aquela Lei que é a Suprema Razão não se pode entender que seja senão imutável e eterna.» Respondo que, como foi dito acima (Q. 90, A. 1, ad 2; AA. 3 e 4), a…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que não há lei eterna. Porque toda lei é imposta a alguém. Mas não houve alguém desde a eternidade a quem uma lei pudesse ser imposta; pois só Deus existia desde a eternidade. Logo, nenhuma lei é eterna. Objeção 2: Ademais, a promulgação é essencial à lei. Ora, a promulgação não poderia ser desde a eternidade: porque não havia ninguém a quem pudesse ser promulgada desde a eternidade. Logo, nenhuma lei pode ser eterna. Objeção 3: Ademais, uma lei implica ordem para um fim. Ora, nada ordenado a um fim é eterno: pois só o fim último é eterno. Logo, nenhuma lei é eterna. Em contrário, Agostinho diz (Sobre o Livre Arbítrio i, 6): "Aquela Lei que é a Razão Suprema não pode ser entendida como sendo senão imutável e eterna". Respondo: Como foi dito acima (Q[90], A[1], ad 2; A…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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