Referência

Rm 4, 2

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Autores distintos

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Matos Soares

2Certamente, se Abraão foi justificado pelas obras (naturais), tem de que se gloriar, mas não junto de Deus.

Matos Soares · domínio público

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Comentário direto

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Trechos em que os Padres comentam diretamente esta passagem ou o seu contexto imediato.

São João Crisóstomo

Que diremos pois que achou Abraão, nosso pai segundo a carne? Porque se Abraão foi justificado pelas obras, tem de que se gloriar; mas não diante de Deus. Ele havia dito que o mundo se tornara culpado diante de Deus, e que todos haviam pecado, e que a jactância estava excluída, e que era impossível ser salvo de outro modo senão pela fé. Ele se empenha agora em mostrar que esta salvação, longe de ser matéria de vergonha, foi mesmo causa de uma glória brilhante, e maior do que aquela mediante as obras. Pois dado que ser salvo, todavia com vergonha, tinha algo de abatimento em si, ele em seguida afasta também esta suspeita. E de fato já o havia insinuado, ao chamá-la não meramente salvação, mas "justiça. Nela" (diz ele) "é revelada a justiça de Deus." (Rom. i. 17.) Pois aquele que é salvo co…

São João Crisóstomo · Homilias sobre a Carta aos Romanos · Homilia VIII · c. 347–407

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que os preceitos morais da Antiga Lei justificavam o homem. Porque o Apóstolo diz (Rm 2,13): “Porque não os ouvintes da Lei são justos diante de Deus, mas os que praticam a Lei serão justificados.” Ora, os praticantes da Lei são os que cumprem os preceitos da Lei. Logo, o cumprimento dos preceitos da Lei era causa de justificação. **Objeção 2:** Além disso, está escrito (Lv 18,5): “Guardai as minhas leis e os meus juízos, os quais, fazendo-os o homem, viverá nelas.” Ora, a vida espiritual do homem é pela justiça. Logo, o cumprimento dos preceitos da Lei era causa de justificação. **Objeção 3:** Ademais, a lei divina é mais eficaz do que a lei humana. Ora, a lei humana justifica o homem, pois há uma espécie de justiça que consiste em cumprir os preceitos da lei. Logo…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 12 · c. 1225–1274

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São Gregório Magno

Mas pelo Arcturo, que ilumina a estação noturna na sua órbita e jamais se põe, é designada, não as obras dos Santos manifestadas separadamente, mas toda a Igreja conjuntamente, a qual, embora sofra fadiga, contudo não se inclina a cair da sua própria posição; a qual suporta um círculo de trabalhos, mas não se apressa a pôr-se com o tempo. Porque o Arcturo não vem com a estação noturna à parte mais baixa dos céus, mas, enquanto revolve a si mesmo, a noite é levada a termo. Porque, sem dúvida, enquanto a Santa Igreja é abalada com inúmeras tribulações, a sombra da vida presente chega ao fim; e a noite passa, enquanto ela permanece firme; porque, enquanto a Igreja permanece na sua condição original, a vida deste estado mortal se esvai. Há no Arcturo um ponto que devemos observar mais atentame…

São Gregório Magno · Moralia — Comentário Moral ao Livro de Jó · Livro XXIX, Parágrafo LXXII · c. 540–604

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Rm 4, 2 nos Padres da Igreja | Aurea