Referência

Rm 7, 15

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Matos Soares

15Em verdade, não entendo o que faço; não faço o (bem) que quero, mas faço o (mal) que não quero.

Matos Soares · domínio público

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Santo Tomás de Aquino

Objecção 1: Parece que o ato do apetite sensitivo não é mandado. Porque o Apóstolo diz (Rom. 7:15): "Porque não faço o bem que quero"; e uma glosa explica isto dizendo que o homem cobiça, embora não queira cobiçar. Ora, cobiçar é um ato do apetite sensitivo. Logo, o ato do apetite sensitivo não está sujeito ao nosso mandamento. Objecção 2: Além disso, a matéria corporal obedece somente a Deus, quanto à transmutação formal, como foi mostrado na Primeira Parte, Q. 65, A. 4; Q. 91, A. 2; Q. 110, A. 2. Ora, o ato do apetite sensitivo é acompanhado de uma transmutação formal do corpo, consistindo em calor ou frio. Logo, o ato do apetite sensitivo não está sujeito ao mandamento do homem. Objecção 3: Além disso, o princípio motor próprio do apetite sensitivo é algo apreendido pelo sentido ou pe…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 7 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que o ato do apetite sensitivo não é mandado. Pois o Apóstolo diz (Rm 7,15): «Porque não faço o bem que quero»; e uma Glosa explica isto dizendo que o homem cobiça, embora não queira cobiçar. Mas cobiçar é um ato do apetite sensitivo. Logo, o ato do apetite sensitivo não está sujeito ao nosso comando. Objeção 2: Ademais, a matéria corpórea obedece somente a Deus, quanto à transmutação formal, como foi mostrado na Primeira Parte, Q. 65, a. 4; Q. 91, a. 2; Q. 110, a. 2. Ora, o ato do apetite sensitivo é acompanhado por uma transmutação formal do corpo, que consiste em calor ou frio. Logo, o ato do apetite sensitivo não está sujeito ao comando do homem. Objeção 3: Ademais, o princípio motor próprio do apetite sensitivo é algo apreendido pelo sentido ou pela imaginação. Mas…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 7 · c. 1225–1274

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