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Rm 7, 5

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Matos Soares

5Enquanto estávamos na carne, os afectos pecaminosos, excitados pela lei, actuavam em nossos membros, para produzirem frutos de morte.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que a alma de Cristo não era passível. Porque nada sofre senão em razão de algo mais forte, uma vez que “o agente é maior que o paciente”, como é claro por Agostinho (Gn. ad lit. XII, 16) e pelo Filósofo (De Anima III, 5). Ora, nenhuma criatura era mais forte que a alma de Cristo. Logo, a alma de Cristo não podia padecer às mãos de nenhuma criatura; e, portanto, não era passível; pois a sua capacidade de padecer teria sido inútil se não pudesse padecer por parte de coisa alguma. **Objeção 2:** Ademais, Túlio (De Tusc. Quaes. III) diz que as paixões da alma são enfermidades [*Cf. Iª-IIª, q. 24, a. 2]. Mas a alma de Cristo não tinha enfermidade alguma; pois a enfermidade da alma provém do pecado, como é claro pelo Salmo 40,5: “Curai a minha alma, porque pequei contra V…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 4 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objecção 1: Parece que não há paixão na alma. Porque a passividade pertence à matéria. Ora, a alma não é composta de matéria e forma, como se afirma na FP, Q[75], A[5]. Logo, não há paixão na alma. Objecção 2: Além disso, a paixão é movimento, como se declara na Fís. iii, 3. Ora, a alma não é movida, como se prova no De Anima i, 3. Logo, a paixão não está na alma. Objecção 3: Além disso, a paixão é o caminho para a corrupção; pois "toda a paixão, quando aumenta, altera a substância", como se afirma nos Tóp. vi, 6. Ora, a alma é incorruptível. Logo, nenhuma paixão está na alma. Em contrário, o Apóstolo diz (Rm 7,5): "Porque, quando estávamos na carne, as paixões dos pecados, que pela lei se operavam, obravam em nossos membros." Ora, os pecados, propriamente falando, estão na alma. Logo,…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que todas as paixões da alma são moralmente más. Pois Agostinho diz (De Civ. Dei ix, 4) que "alguns chamam as paixões da alma de doenças ou perturbações da alma" [*Aquelas coisas que os gregos chamam {pathe}, preferimos chamar de perturbações do que de doenças (Tusc. iv. 5)]. Mas toda doença ou perturbação da alma é moralmente má. Logo, toda paixão da alma é moralmente má. **Objeção 2:** Além disso, Damasceno diz (De Fide Orth. ii, 22) que "o movimento conforme a natureza é uma ação, mas o movimento contrário à natureza é paixão". Ora, nos movimentos da alma, o que é contra a natureza é pecaminoso e moralmente mau: por isso ele diz alhures (De Fide Orth. ii, 4) que "o diabo se desviou daquilo que é conforme a natureza para aquilo que é contra a natureza". Portanto, e…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que o ódio é pecado capital. Porque o ódio se opõe diretamente à caridade. Ora, a caridade é a primeira entre as virtudes e a mãe de todas as outras. Logo, o ódio é o principal dos pecados capitais e a origem de todos os outros. Objeção 2: Além disso, os pecados surgem em nós por causa das inclinações das nossas paixões, segundo Rom. 7,5: «As paixões dos pecados... obravam em nossos membros para darem fruto para a morte». Ora, todas as outras paixões da alma parecem provir do amor e do ódio, como foi mostrado acima (FS, Q[25], AA[1],2). Portanto, o ódio deve ser considerado um dos pecados capitais. Objeção 3: Além disso, o vício é um mal moral. Ora, o ódio diz respeito ao mal mais do que qualquer outra paixão. Logo, parece que o ódio deve ser considerado um pecado capit…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 5 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1.** Parece que a virtude moral pode existir sem paixão. Pois, quanto mais perfeita é a virtude moral, mais ela vence as paixões. Logo, no seu mais alto grau de perfeição, está totalmente isenta de paixão. **Objeção 2.** Ademais, uma coisa é perfeita quando está removida do seu contrário e de tudo quanto a inclina para o seu contrário. Ora, as paixões nos inclinam ao pecado, que é contrário à virtude; por isso (Rm 7,5) são chamadas “paixões dos pecados”. Logo, a virtude perfeita está totalmente isenta de paixão. **Objeção 3.** Além disso, é pela virtude que nos conformamos a Deus, como declara Agostinho (De Moribus Eccl. vi, xi, xiii). Mas Deus realiza todas as coisas sem paixão alguma. Portanto, a virtude mais perfeita é sem nenhuma paixão. **Em contrário,** “Ninguém é justo…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 5 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objecção 1:** Parece que a paixão escusa totalmente do pecado. Porque tudo o que torna um acto involuntário escusa totalmente do pecado. Ora, a concupiscência da carne, que é uma paixão, torna o acto involuntário, segundo Gálatas 5,17: «A carne milita contra o espírito... de sorte que não fazeis as coisas que quereis.» Logo, a paixão escusa totalmente do pecado. **Objecção 2:** Além disso, a paixão causa uma certa ignorância de uma matéria particular, como foi dito acima (A[2]; Q[76], A[3]). Ora, a ignorância de uma matéria particular escusa totalmente do pecado, como foi dito acima (Q[6], A[8]). Logo, a paixão escusa totalmente do pecado. **Objecção 3:** Demais, a doença da alma é mais grave que a doença do corpo. Ora, a doença corporal escusa totalmente do pecado, como no caso dos lo…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 7 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objecção 1.** Parece que o pecado cometido por paixão não pode ser mortal. Porque o pecado venial se divide com o pecado mortal. Ora, o pecado cometido por fraqueza é venial, pois tem em si motivo de perdão [venia]. Logo, sendo o pecado cometido por paixão um pecado de fraqueza, parece que não pode ser mortal. **Objecção 2.** Demais. A causa é mais poderosa que o seu efeito. Ora, a paixão não pode ser pecado mortal, pois não há pecado mortal na sensualidade, como se disse acima (Q. 74, A. 4). Logo, um pecado cometido por paixão não pode ser mortal. **Objecção 3.** Demais. A paixão é um obstáculo à razão, como se explicou acima (AA. 1, 2). Ora, pertence à razão voltar-se para Deus ou desviar-se d’Ele, o que constitui a essência do pecado mortal. Logo, um pecado cometido por paixão não p…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 8 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que o pecado original não é a concupiscência. Pois todo pecado é contrário à natureza, segundo Damasceno (Da Fé Ortodoxa, II, 4,30). Mas a concupiscência está de acordo com a natureza, visto que é o ato próprio da faculdade concupiscível, a qual é uma potência natural. Logo, a concupiscência não é o pecado original. Objeção 2: Além disso, pelo pecado original "as paixões dos pecados" estão em nós, segundo o Apóstolo (Rm 7,5). Ora, há várias outras paixões além da concupiscência, como se disse acima (Q[23], A[4]). Logo, o pecado original não é a concupiscência mais do que outra paixão. Objeção 3: Além disso, pelo pecado original, todas as partes da alma estão desordenadas, como se disse acima (A[2], OBJ[3]). Mas o intelecto é a mais elevada das partes da alma, como afirm…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1.** Parece que não há paixão na alma. Porque a passividade pertence à matéria. Ora, a alma não é composta de matéria e forma, como se afirma na Primeira Parte, Questão 75, Artigo 5. Logo, não há paixão na alma. **Objeção 2.** Demais: a paixão é movimento, como se diz na *Física* III, 3. Ora, a alma não é movida, como se prova n'*Acerca da Alma* I, 3. Logo, a paixão não está na alma. **Objeção 3.** Demais: a paixão é caminho para a corrupção; pois "toda paixão, aumentada, altera a substância", como se afirma nos *Tópicos* VI, 6. Ora, a alma é incorruptível. Logo, nenhuma paixão está na alma. **Em contrário,** diz o Apóstolo (*Rm* 7,5): "Porque, quando estávamos na carne, as paixões dos pecados, que pela lei se excitavam, obravam em nossos membros." Ora, os pecados, a falar pro…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Resposta à objecção 1: Em toda a paixão há um aumento ou diminuição do movimento natural do coração, conforme o coração é movido mais ou menos intensamente por contracção e dilatação; e daí deriva o carácter de paixão. Mas não é necessário que a paixão se desvie sempre da ordem da razão natural. Resposta à objecção 2: As paixões da alma, enquanto são contrárias à ordem da razão, inclinam-nos ao pecado; mas enquanto são controladas pela razão, pertencem à virtude.

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a virtude moral pode existir sem paixão. Pois quanto mais perfeita é a virtude moral, tanto mais vence as paixões. Logo, no seu mais alto grau de perfeição, está totalmente sem paixão. Objeção 2: Além disso, uma coisa é perfeita quando está afastada do seu contrário e de tudo que a inclina ao seu contrário. Ora, as paixões nos inclinam ao pecado, que é contrário à virtude; por isso (Rom. 7:5) são chamadas «paixões dos pecados». Logo, a virtude perfeita está totalmente sem paixão. Objeção 3: Além disso, é pela virtude que nos conformamos a Deus, como declara Agostinho (De Moribus Eccl. vi, xi, xiii). Mas Deus faz todas as coisas inteiramente sem paixão. Logo, a virtude mais perfeita é sem qualquer paixão. Em contrário, «Ninguém é justo que não se alegra com seus ato…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 5 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a paixão desculpa inteiramente do pecado. Pois tudo o que torna um ato involuntário desculpa inteiramente do pecado. Mas a concupiscência da carne, que é uma paixão, torna o ato involuntário, segundo Gálatas 5,17: «A carne milita contra o espírito... de sorte que não fazeis as coisas que quereis.» Logo, a paixão desculpa inteiramente do pecado. Objeção 2: Demais, a paixão causa uma certa ignorância de uma matéria particular, como foi dito acima (A[2]; Q[76], A[3]). Mas a ignorância de uma matéria particular desculpa inteiramente do pecado, como foi dito acima (Q[6], A[8]). Logo, a paixão desculpa inteiramente do pecado. Objeção 3: Ademais, a doença da alma é mais grave do que a doença do corpo. Mas a doença corporal desculpa inteiramente do pecado, como no caso dos…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 7 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que o pecado cometido por paixão não pode ser mortal. Porque o pecado venial se divide opostamente do pecado mortal. Ora, o pecado cometido por fraqueza é venial, pois traz em si um motivo de perdão [venia]. Logo, sendo o pecado cometido por paixão um pecado de fraqueza, parece que não pode ser mortal. **Objeção 2:** Ademais, a causa é mais poderosa que o seu efeito. Ora, a paixão não pode ser pecado mortal, porque na sensualidade não há pecado mortal, como se disse acima (Q. 74, A. 4). Logo, o pecado cometido por paixão não pode ser mortal. **Objeção 3:** Ademais, a paixão é um obstáculo para a razão, como se explicou acima (AA. 1, 2). Ora, à razão compete volver-se para Deus ou dEle se desviar, o que constitui a essência do pecado mortal. Logo, o pecado cometido p…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 8 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que o pecado original não é a concupiscência. Porque todo pecado é contrário à natureza, segundo Damasceno (De Fide Orth. ii, 4,30). Ora, a concupiscência está de acordo com a natureza, visto que é o ato próprio da faculdade concupiscível, que é uma potência natural. Logo, a concupiscência não é o pecado original. **Objeção 2:** Ademais, pelo pecado original estão em nós "as paixões dos pecados", segundo o Apóstolo (Rm 7,5). Ora, além da concupiscência, há várias outras paixões, como foi dito acima (Q. 23, A. 4). Portanto, o pecado original não é a concupiscência mais do que outra paixão. **Objeção 3:** Ademais, pelo pecado original, todas as partes da alma são desordenadas, como foi dito acima (A. 2, Obj. 3). Ora, o intelecto é a mais elevada das partes da alma, co…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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