Referência

Rm 8, 17

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Matos Soares

17Se (somos) filhos, também (somos) herdeiros: herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; mas isto, se sofrermos com ele, para ser com ele glorificados.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

8

Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que não foi mais conveniente que o Filho de Deus se encarnasse do que o Pai ou o Espírito Santo. Pois pelo mistério da Encarnação os homens são levados ao verdadeiro conhecimento de Deus, segundo Jo. 18,37: «Para isto nasci eu, e para isto vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade.» Ora, pela Encarnação da Pessoa do Filho de Deus muitos se têm desviado do verdadeiro conhecimento de Deus, pois referiam à própria Pessoa do Filho o que se dizia do Filho na sua natureza humana, como Ário, que sustentava uma desigualdade de Pessoas, segundo o que está dito (Jo. 14,28): «O Pai é maior do que eu.» Ora, este erro não se teria levantado, se a Pessoa do Pai se houvera encarnado, pois ninguém tomaria o Pai por menor que o Filho. Portanto, parece conveniente que a Pessoa do Pa…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 8 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que não convém que Deus adote filhos. Pois, como dizem os juristas, ninguém adota senão um estranho como seu filho. Ora, ninguém é estranho em relação a Deus, que é o Criador de todas as coisas. Logo, parece inconveniente que Deus adote. Objeção 2: Ademais, a adoção parece ter sido introduzida por falta de filiação natural. Ora, em Deus há filiação natural, como se estabelece na Primeira Parte, Q. 27, A. 2. Logo, é inconveniente que Deus adote. Objeção 3: Ademais, o fim de adotar alguém é que este suceda como herdeiro a quem o adota. Ora, não parece possível que alguém suceda a Deus como herdeiro, pois Ele nunca pode morrer. Logo, é inconveniente que Deus adote. Ao contrário, está escrito (Efésios 1:5): «Nos predestinou para a adoção de filhos de Deus.» Ora, a predesti…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 1 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que a adoção não é própria da natureza racional. Porque de Deus não se diz Pai da criatura racional senão por adoção. Ora, Deus é chamado Pai até da criatura irracional, conforme Jó 38,28: «Quem é o pai da chuva? Ou quem gerou as gotas do orvalho?» Logo, não é próprio da criatura racional ser adotada. **Objeção 2:** Demais, em razão da adoção alguns são chamados filhos de Deus. Ora, ser filhos de Deus parece ser atribuído propriamente pelas Escrituras aos anjos, conforme Jó 1,6: «Num certo dia, quando os filhos de Deus vieram apresentar-se diante do Senhor». Logo, não é próprio da criatura racional ser adotada. **Objeção 3:** Demais, tudo quanto é próprio de uma natureza pertence a todos os que têm essa natureza, assim como a risibilidade pertence a todos os homens.…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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Orígenes

Sob a Lei, de fato encontramos muitos exemplos desta adjuração; mas julgo que um homem que queira viver segundo o Evangelho não deve adjurar a outro; pois se não nos é permitido jurar, certamente tampouco adjurar. [nota marginal: Núm 5:19, 1 Rs 22:16] Mas aquele que considera Jesus comandando os demônios e dando aos Seus discípulos poder sobre eles, dirá que dirigir-se aos demônios pelo poder dado pelo Salvador não é adjurá-los. Mas o Sumo Sacerdote pecou ao armar um laço para Jesus, imitando o seu pai, que duas vezes perguntou ao Salvador: «Se tu és o Cristo, o Filho de Deus?» Por onde bem se pode dizer que duvidar do Filho de Deus, se Ele é o Cristo, é obra do Diabo. Não convinha que o Senhor respondesse à adjuração do Sumo Sacerdote como sob coação, por isso nem negou nem confessou ser…

Orígenes · c. 184–253

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Pareceria que os homens não foram libertos da pena do pecado pela Paixão de Cristo. Porque a principal pena do pecado é a condenação eterna. Mas os condenados no inferno por seus pecados não foram libertos pela Paixão de Cristo, pois "no inferno não há redenção" [*Ofício dos Defuntos, Resp. vii]. Parece, portanto, que a Paixão de Cristo não livrou os homens da pena do pecado. **Objeção 2:** Ademais, nenhuma pena deve ser imposta àqueles que são libertos da dívida da pena. Ora, uma pena satisfatória é imposta aos penitentes. Consequentemente, os homens não foram libertos da dívida da pena pela Paixão de Cristo. **Objeção 3:** Ademais, a morte é uma pena do pecado, conforme Rom. 6,23: "Porque o salário do pecado é a morte." Mas os homens ainda morrem após a Paixão de Cristo.…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que o Batismo deve remover as penas do pecado que pertencem a esta vida. Pois, como diz o Apóstolo (Rm 5,15), o dom de Cristo é de maior alcance que o pecado de Adão. Ora, pelo pecado de Adão, como diz o Apóstolo (Rm 5,12), «entrou a morte neste mundo» e, consequentemente, todas as outras penas da vida presente. Logo, muito mais deveria o homem ser libertado das penas da vida presente pelo dom de Cristo, que se recebe no Batismo. Objeção 2: Além disso, o Batismo remove a culpa, tanto do pecado original como do atual. Ora, ele remove a culpa do pecado atual de tal modo que liberta o homem de toda dívida de pena daí resultante. Portanto, também o liberta das penas da vida presente, que são uma pena do pecado original. Objeção 3: Ademais, removida a causa, remove-se o efei…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que a obtenção da glória não é efeito deste sacramento. Pois o efeito é proporcionado à sua causa. Ora, este sacramento pertence aos "viandantes" [viatoribus], e por isso se chama "Viático". Logo, como os viandantes ainda não são capazes da glória, parece que este sacramento não causa a obtenção da glória. **Objeção 2:** Ademais, dada a causa suficiente, o efeito segue-se. Ora, muitos tomam este sacramento que jamais chegarão à glória, como declara Agostinho (De Civ. Dei xxi). Consequentemente, este sacramento não é causa da obtenção da glória. **Objeção 3:** Ademais, o maior não é produzido pelo menor, pois nada age fora de sua espécie. Ora, é coisa menor receber Cristo sob uma espécie estranha, o que se dá neste sacramento, do que gozá-Lo em Sua própria espécie, o…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Terceira Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objecção 1: Parece que o homem em graça não pode merecer condignamente a vida eterna, porque diz o Apóstolo (Rm 8,18): «As aflições deste tempo não são condignas para serem comparadas com a glória vindoura que se há-de revelar em nós.» Ora, entre todas as obras meritórias, as aflições dos santos parecem as mais meritórias. Logo, nenhumas obras dos homens são meritórias de vida eterna condignamente. Objecção 2: Além disso, sobre Rm 6,23: «A graça de Deus é a vida eterna», diz uma glosa: «Poderia ter dito verdadeiramente: ‘O salário da justiça, a vida eterna’; mas preferiu dizer ‘A graça de Deus, a vida eterna’, para que saibamos que Deus nos conduz à vida eterna por sua própria misericórdia e não por nossos méritos.» Ora, quando alguém merece algo condignamente, recebe-o não da misericórdi…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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