Santo Tomás de Aquino
Objeção 1: Parece que a prudência da carne não é pecado. Pois a prudência é mais excelente que as outras virtudes morais, visto que as governa a todas. Ora, nenhuma justiça ou temperança é pecaminosa. Logo, também nenhuma prudência é pecado. Objeção 2: Ademais, não é pecado agir prudentemente para um fim que é lícito amar. Ora, é lícito amar a carne, «pois ninguém jamais odiou a sua própria carne» (Ef 5,29). Logo, a prudência da carne não é pecado. Objeção 3: Ademais, assim como o homem é tentado pela carne, também o é pelo mundo e pelo demónio. Ora, nenhuma prudência do mundo ou do demónio é considerada pecado. Logo, também nenhuma prudência da carne deve ser considerada entre os pecados. Em contrário, nenhum homem é inimigo de Deus senão pela maldade, segundo Sabedoria 14,9: «Igualmen…
Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 1 · c. 1225–1274
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