Referência

Rm 9, 3

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Autores distintos

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Matos Soares

3Em verdade, eu mesmo desejava ser anátema separado de Cristo, por amor de meus irmãos, que são do mesmo sangue que eu, segundo a carne,

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

São Jerônimo

Muitos, medindo os mandamentos de Deus por sua própria fraqueza, e não pela força dos santos, têm estes preceitos por impossíveis, e dizem que é virtude bastante não odiar os nossos inimigos; mas amá-los é um mandamento que excede a natureza humana cumprir. Cumpre, porém, entender que Cristo não impõe impossibilidades, mas a perfeição. Tal foi a disposição de Davi para com Saul e Absalão; o mártir Estêvão também orou por seus inimigos enquanto o apedrejavam, e Paulo desejava ser ele mesmo anátema pelos seus perseguidores. Jesus tanto ensinou como praticou o mesmo, dizendo: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem."

São Jerônimo · c. 347–420

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que é mais meritório amar o próximo do que amar a Deus. Pois o que é mais meritório parece ser o que o Apóstolo preferiu. Ora, o Apóstolo preferiu o amor do próximo ao amor de Deus, segundo Rm 9,3: "Eu desejaria ser anátema de Cristo por meus irmãos." Logo, é mais meritório amar o próximo do que amar a Deus. Objeção 2: Ademais, de certo modo parece ser menos meritório amar o amigo, como foi dito acima (A[7]). Ora, Deus é o nosso principal amigo, visto que "Ele nos amou primeiro" (1 Jo 4,10). Logo, parece menos meritório amar a Deus. Objeção 3: Ademais, o que é mais difícil parece ser mais virtuoso e meritório, pois "a virtude versa sobre o que é difícil e bom" (Ethic. ii, 3). Ora, é mais fácil amar a Deus do que amar o próximo, tanto porque todas as coisas amam a Deus n…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 8 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a vida ativa é de maior mérito que a contemplativa. Pois o mérito implica relação com o galardão; e o galardão é devido ao trabalho, segundo 1 Cor. 3,8: «Cada um receberá a sua recompensa segundo o seu trabalho.» Ora, o trabalho é atribuído à vida ativa, e o descanso, à vida contemplativa; pois Gregório diz (Hom. xiv sobre Ezequiel): «Quem é convertido a Deus deve primeiro suar do trabalho, i.e., deve tomar Lia, para que depois descanse nos abraços de Raquel, de modo a ver o princípio.» Portanto, a vida ativa é de maior mérito que a contemplativa. Objeção 2: Além disso, a vida contemplativa é um começo da bem-aventurança futura; por isso Agostinho, comentando Jo. 21,22: «Assim quero que ele fique até que eu venha», diz (Trat. cxxiv sobre João): «Isto pode ser express…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Rm 9, 3 nos Padres da Igreja | Aurea