Santo Tomás de Aquino
Objeção 1: Parece que a essência e a existência não são o mesmo em Deus. Pois, se assim fosse, então o ser divino nada teria de acrescentado. Ora, o ser ao qual nenhum acréscimo se faz é o ser universal, que se predica de todas as coisas. Logo, segue-se que Deus é o ser em geral, que pode ser predicado de tudo. Mas isto é falso: “Porque os homens deram o nome incomunicável às pedras e à madeira” (Sab. 14,21). Portanto, a existência de Deus não é a sua essência. Objeção 2: Ademais, podemos conhecer “se” Deus existe, como se disse acima (Q. 2, A. 2); mas não podemos conhecer “o que” Ele é. Logo, a existência de Deus não é o mesmo que a sua essência — isto é, que a sua quididade ou natureza. Em contrário, diz Hilário (Trin. VII): “Em Deus, a existência não é uma qualidade acidental, mas a v…
Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 4 · c. 1225–1274
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