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Sb 7, 28

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Matos Soares

28Com efeito. Deus sòmente ama aquele que habita com a sabedoria.

Matos Soares · domínio público

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a sabedoria não está em todos os que têm graça. Pois é mais possuir sabedoria do que ouvir a sabedoria. Ora, ouvir a sabedoria é próprio dos perfeitos, segundo 1 Cor. 2,6: “Falamos sabedoria entre os perfeitos”. Logo, nem todos os que têm graça são perfeitos; por conseguinte, muito menos todos os que têm graça possuem sabedoria. Objeção 2: Ademais, “O sábio ordena as coisas”, como diz o Filósofo (Metaf. I, 2), e está escrito (Tiago 3,17) que o sábio “julga sem dissimulação” [Vulg.: “A sabedoria que vem do alto… é… sem julgar, sem dissimulação”]. Ora, não é próprio de todos os que têm graça julgar ou ordenar os outros, mas somente daqueles que estão em autoridade. Portanto, a sabedoria não está em todos os que têm graça. Objeção 3: Ademais, “A sabedoria é um remédio…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 5 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que os dons não são necessários ao homem para a salvação. Porque os dons são ordenados a uma perfeição que excede a perfeição ordinária da virtude. Ora, não é necessário para a salvação do homem que ele atinja uma perfeição que exceda o padrão ordinário da virtude; porque tal perfeição não cai sob o preceito, mas sob um conselho. Logo, os dons não são necessários ao homem para a salvação. **Objeção 2:** Demais. Basta, para a salvação do homem, que ele se porte bem nas coisas que dizem respeito a Deus e nas coisas que dizem respeito ao homem. Ora, o comportamento do homem para com Deus é suficientemente dirigido pelas virtudes teologais; e o seu comportamento para com os homens, pelas virtudes morais. Logo, os dons não são necessários ao homem para a salvação. **Obje…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que não se pode atribuir causa conveniente às cerimônias pertinentes aos sacrifícios. Pois aquelas coisas que se ofereciam em sacrifício são as necessárias para sustentar a vida humana, como certos animais e certos pães. Mas Deus não necessita de tal sustento, segundo o Salmo 49,13: «Acaso comerei eu a carne de touros? Ou beberei o sangue de bodes?» Logo, tais sacrifícios eram oferecidos a Deus inconvenientemente. Objeção 2: Ademais, apenas três espécies de quadrúpedes eram oferecidas em sacrifício a Deus, a saber: bois, ovelhas e cabras; das aves, geralmente a rola e a pomba; mas especialmente, na purificação de um leproso, ofereciam-se pardais. Ora, muitos outros animais são mais nobres que estes. Portanto, visto que o que é melhor deve ser oferecido a Deus, parece que…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que o uso do vinho é totalmente ilícito. Porque sem a sabedoria ninguém pode estar em estado de salvação, pois está escrito (Sab 7,28): «Deus não ama senão a quem habita com a sabedoria», e mais adiante (Sab 9,19): «Pela sabedoria foram curados todos os que desde o princípio Vos agradaram, Senhor». Ora, o uso do vinho é impedimento para a sabedoria, porque está escrito (Ecle 2,3): «Pensei em meu coração retirar a minha carne do vinho, para aplicar o meu espírito à sabedoria». Logo, beber vinho é totalmente ilícito. Objeção 2: Demais, o Apóstolo diz (Rm 14,21): «Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer coisa alguma em que teu irmão se ofenda, ou se escandalize, ou se enfraqueça». Ora, é pecaminoso abandonar o bem da virtude, como também escandalizar os irmãos. Po…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objecção 1: Parece que os dons não são necessários ao homem para a salvação. Porque os dons são ordenados a uma perfeição que excede a perfeição ordinária da virtude. Ora, não é necessário para a salvação do homem que ele alcance uma perfeição que exceda a medida ordinária da virtude; porque tal perfeição não cai sob o preceito, mas sob o conselho. Portanto, os dons não são necessários ao homem para a salvação. Objecção 2: Ademais, basta para a salvação do homem que ele se porte bem nas coisas que dizem respeito a Deus e nas coisas que dizem respeito ao homem. Ora, o proceder do homem para com Deus é suficientemente dirigido pelas virtudes teologais; e o seu proceder para com os homens, pelas virtudes morais. Logo, os dons não são necessários ao homem para a salvação. Objecção 3: Ademais…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que não se pode atribuir causa conveniente às cerimônias relativas aos sacrifícios. Porquanto aquelas coisas que eram oferecidas em sacrifício são as que são necessárias para sustentar a vida humana: tais como certos animais e certos pães. Mas Deus não necessita de tal sustento; segundo o Sl 49,13: «Porventura comerei eu carne de touros? Ou beberei sangue de cabritos?» Logo, tais sacrifícios foram oferecidos a Deus inconvenientemente. Objeção 2: Além disso, apenas três espécies de quadrúpedes eram oferecidas em sacrifício a Deus, a saber, bois, ovelhas e cabras; das aves, geralmente a rola e a pomba; mas especialmente, na purificação de um leproso, fazia-se oferta de pardais. Ora, muitos outros animais são mais nobres que estes. Visto que, pois, o que é melhor deve ser o…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 3 · c. 1225–1274

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