Referência

Sb 8, 21

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Autores distintos

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Matos Soares

21Como sabia que não podia obter a sabedoria, se Deus ma não desse, — e era já prudência o saber de quem vinha este dom — dirigi-me ao Senhor, fiz-lhe a minha súplica, disse-lhe de todo o meu coração;

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que as virtudes não podem ser causadas em nós pela habituação. Porque uma glosa de Agostinho [*Cf. Lib. Sentent. Prosperi cvi.] comentando Rom. 14,23: «Tudo o que não procede da fé é pecado», diz: «Toda a vida do infiel é pecado: e não há bem sem o Sumo Bem. Onde falta o conhecimento da verdade, a virtude é um escárnio mesmo nas pessoas mais bem-comportadas.» Ora, a fé não pode ser adquirida por meio das obras, mas é causada em nós por Deus, segundo Efés. 2,8: «Pela graça sois salvos por meio da fé.» Portanto, nenhuma virtude adquirida pode estar em nós pela habituação. **Objeção 2:** Ademais, o pecado e a virtude são contrários, de modo que são incompatíveis. Ora, o homem não pode evitar o pecado senão pela graça de Deus, segundo Sab. 8,21: «E eu sabia que não podia…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a incontinência não é pecado. Pois, como diz Agostinho (De Lib. Arb. iii, 18): «Ninguém peca naquilo que não pode evitar.» Ora, ninguém pode por si mesmo evitar a incontinência, conforme Sabedoria 8,21: «soube que não poderia ser continente, se Deus o não concedesse.» Logo, a incontinência não é pecado. Objeção 2: Ademais, aparentemente todo pecado se origina na razão. Mas o juízo da razão é vencido no incontinente. Logo, a incontinência não é pecado. Objeção 3: Ademais, ninguém peca amando a Deus veementemente. Ora, o homem torna-se incontinente pela veemência do amor divino; pois Dionísio diz (Div. Nom. iv) que «Paulo, por incontinência do amor divino, exclamou: Vivo, porém já não eu» (Gálatas 2,20). Logo, a incontinência não é pecado. Ao contrário, é enumerada j…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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Santo Tomás de Aquino

Objeta-se que as virtudes não podem ser causadas em nós pela habituação. Porque uma glosa de Agostinho [*Cf. Lib. Sentent. Prosperi cvi.] sobre Rom. 14,23: «Tudo o que não é da fé é pecado», diz: «Toda a vida do infiel é pecado: e não há bem sem o Sumo Bem. Onde falta o conhecimento da verdade, a virtude é um escárnio mesmo nas pessoas mais bem comportadas.» Ora, a fé não pode ser adquirida por meio das obras, mas é causada em nós por Deus, segundo Ef. 2,8: «Porque pela graça sois salvos, mediante a fé.» Logo, nenhuma virtude adquirida pode estar em nós pela habituação. Além disso, o pecado e a virtude são contrários, de modo que são incompatíveis. Ora, o homem não pode evitar o pecado senão pela graça de Deus, segundo Sab. 8,21: «Reconheci que não poderia ser casto, se Deus não mo conced…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 2 · c. 1225–1274

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