Obra patrística
Poema sobre Jonas
Autor anônimo
Cântico de Jonas, o profeta
Apêndice.
[Traduzido pelo Rev. S. Thelwall.]
1. Um Cântico do Profeta Jonas.
Após a viva, sim — duradoura morte De Sodoma e Gomorra; após os fogos Penais, atestados por planícies de cinzas Geadas pelo tempo; após os frutos estéreis de maçã, 5 Nascidos só para alimentar o olho; após a morte Do mar e da salmoura, ambos num mesmo fado envolvidos; Enquanto tudo quanto é humano ainda retém Na mudança corpórea seu distintivo penal: Uma cidade — Nínive — por transpor 10 A senda da justiça e da equidade, Sobre a própria cabeça quase abatera Mais fogos de chuva celeste. Pois que temor Habita numa mente subvertida? Comumente, Os sinais de visitas penais se provam 15 Todos vãos onde o erro possui domínio. Contudo, Benigno e paciente de nossa obstinação, E tardio em punir, o Senhor Todo-Poderoso Não desferirá seta de ira, a menos que primeiro Admoeste e bata amiúde nos corações endurecidos, 20 Despertando com mente augusta videntes pressagos.
Pois pelos méritos dos ninivitas Ordenara o Senhor a Jonas que predissesse A destruição; mas ele, ciente de que Ele poupa O súdito, e remete aos suplicantes 25 Os débitos da pena, e é para o bem Sempre inclinável, relutou em enfrentar Aquela missão;