Todo homem, nascido na carne, é em certo sentido de Deus. Como, então, poderia Ele dizer que eles ignoravam quem Ele era e donde Ele era? Porque nosso Senhor está aqui se referindo ao Seu próprio e peculiar nascimento de Deus, que eles ignoravam, porque não sabiam que Ele era o Filho de Deus. O próprio fato de dizer então que eles não sabiam donde Ele era, estava lhes dizendo donde Ele era. Se eles não sabiam donde Ele era, Ele não poderia ser do nada; pois então não haveria ‘donde’ a ignorar. Ele deve, portanto, ser de Deus. E então o não saber donde Ele é foi a razão de não saberem quem Ele é. Não conhece o Filho quem não conhece Seu nascimento do Pai.
Santo Hilário de Poitiers · Hilarius de Trin · c. 310–367
tradução automáticaPergunto, porém, será que o ‘ser d’Ele’ expressa uma obra de criação, ou um nascimento por geração? Se é uma obra de criação, então tudo o que é criado é d’Ele. E como, então, não conhece toda a criação ao Pai, se o Filho O conhece porque é d’Ele? Mas se o conhecimento do Pai é peculiar a Ele, como sendo d’Ele, então o ser d’Ele também Lhe é peculiar; isto é, o ser o verdadeiro Filho de Deus por natureza. Tendes, portanto, um conhecimento peculiar brotando de uma geração peculiar. Para evitar, porém, que qualquer heresia aplique o ‘ser d’Ele’ ao tempo de Sua vinda, Ele acrescenta: E Ele Me enviou; preservando assim a ordem do sacramento evangélico; primeiro anunciando-Se nascido, e depois enviado.
Santo Hilário de Poitiers · Hilarius de Trin · c. 310–367
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