Vós não Me conheceis a Mim, nem a Meu Pai: isto parece incongruente com o que foi dito acima: Vós Me conheceis a Mim, e sabeis donde Eu sou. Mas isto último é dito em resposta a alguns de Jerusalém, que perguntaram: Acaso sabem os governadores que este é verdadeiramente o Cristo? Vós não Me conheceis é dirigido aos fariseus. Àqueles de Jerusalém, porém, disse: Aquele que Me enviou é verdadeiro, o qual vós não conheceis. Perguntar-se-á, pois: Como é verdadeira aquela palavra: Se Me conhecêsseis a Mim, também conheceríeis a Meu Pai? quando aqueles de Jerusalém, a quem disse: Vós Me conheceis, não conheciam o Pai. A isto devemos responder, que nosso Salvador umas vezes fala de Si como homem, outras como Deus. Vós Me conheceis a Mim, diz como homem; Vós não Me conheceis, como Deus.
Orígenes · Origenes in Ioannem · c. 184–253
tradução automáticaÉ próprio observar que os seguidores de outras seitas pensam que este texto prova claramente que o Deus, a quem os judeus adoravam, não era o Pai de Cristo. Pois se, dizem eles, nosso Salvador disse isto aos fariseus, que adoravam a Deus como Governador do mundo, é evidente que o Pai de Jesus, a quem os fariseus não conheciam, era uma pessoa diferente do Criador. Mas não observam que este é um modo de falar usual na Escritura. Embora um homem possa conhecer a existência de Deus, e tenha aprendido do Pai que só Ele deve ser adorado, se porém a sua vida não é boa, diz-se que não tem o conhecimento de Deus. Assim, os filhos de Eli, por causa da sua maldade, diz-se que não conheceram a Deus. E assim também os fariseus não conheciam o Pai; porque não viviam segundo o mandamento do seu Criador.…
Orígenes · c. 184–253
tradução automáticaSempre que se acrescenta: Jesus disse estas palavras em tal lugar, se atentardes, descobrireis um sentido na adição. O gazofilácio era um lugar para guardar o dinheiro, que se dava para a honra de Deus e o sustento dos pobres. As moedas são as palavras divinas, cunhadas com a semelhança do grande Rei. Neste sentido, pois, contribua cada um para a edificação da Igreja, levando para aquele gazofilácio espiritual tudo quanto puder coligir, para a honra de Deus e o bem comum. Mas, enquanto todos assim contribuíam para o gazofilácio do templo, era especialmente ofício dos judeus contribuir com seus dons, que eram as palavras da vida eterna. Enquanto, pois, Jesus falava no gazofilácio, ninguém Lhe deitou as mãos; sendo o Seu discurso mais forte do que aqueles que O queriam prender; pois não há f…
Orígenes · c. 184–253
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