O Senhor nos conduz gradualmente a um ensinamento mais perfeito. Pois acima nos ensinou a nos acautelar da avareza, e acrescentou a parábola do rico, insinuando assim que é insensato quem deseja mais do que o suficiente. Depois, enquanto seu discurso prossegue, proíbe-nos de nos inquietarmos até mesmo com as coisas necessárias, arrancando pela raiz a própria avareza; donde diz: Portanto vos digo: não penseis. Como se dissesse: Visto que é insensato quem atribui a si mesmo uma medida mais longa de vida, e por isso se torna mais avaro; não vos preocupeis pela vossa alma, o que haveis de comer, não que a alma intelectual coma, mas porque parece não haver outro modo de a alma habitar unida ao corpo senão sendo nutrida. Ou porque é parte do corpo animado receber nutrição, ele atribui acertadame…
Teofilacto de Ócrida · c. 1055–1107
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