Ou então; isto é, suponho, o que o Senhor nos propõe na busca da dracma perdida: que nenhuma vantagem nos advém das virtudes exteriores, que Ele chama dracmas, ainda que todas sejam nossas, enquanto falta à alma viúva aquela pela qual verdadeiramente obtém o esplendor da imagem divina. Por isso ordena primeiro que acendamos uma candeia, isto é, a palavra divina, que traz à luz as coisas ocultas, ou talvez a tocha da penitência. Mas na sua própria casa, isto é, em si mesmo e na sua própria consciência, deve o homem buscar; pois a dracma perdida, isto é, a imagem real, que não está inteiramente apagada, mas escondida sob a sujidade, que significa a sua corrupção da carne; e esta, sendo diligentemente limpa, isto é, lavada por uma vida bem gasta, aquilo que se buscava resplandece. Portanto, d…