Agora este lugar encerra um mistério. Pois duas imagens há no homem: uma que recebeu de Deus, conforme está escrito: «Façamos o homem à nossa imagem»; outra, do inimigo, que contraiu pela desobediência e pelo pecado, seduzido e vencido pelos enganosos atrativos do príncipe deste mundo. Porque, assim como a moeda traz a imagem do imperador do mundo, assim também aquele que pratica as obras do poder das trevas traz a imagem daquele cujas obras pratica. Diz, pois: «Dai a César o que é de César», isto é, despojai-vos da imagem terrena, para que, revestindo-vos da imagem celeste, possais dar a Deus o que é de Deus, a saber, o amor de Deus. Coisas estas que Moisés declara que Deus exige de nós. Mas Deus no-las exige, não porque tenha necessidade de que lhe demos algo, mas para que, quando lhe ti…