Comentário patrístico

Lc 22, 1-2

Veja o que os Padres da Igreja escreveram sobre esta passagem.

Trechos

5

Autores distintos

3

Texto do Evangelho

1Aproximava-se a festa dos ázimos, chamada Páscoa. 2Os príncipes dos sacerdotes e os escribas procuravam modo de matar Jesus; porém temiam o povo.

Matos Soares · domínio público

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Comentários dos Padres

5

O Evangelista, estando para relatar a Paixão d'Ele, introduz a figura dela, dizendo: «Ora, aproximava-se a festa dos pães ázimos, que se chama a Páscoa».

Glossa Ordinária · Glossa

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As ações dos judeus eram uma sombra das nossas. Por conseguinte, se perguntardes a um judeu acerca da Páscoa e da festa dos pães ázimos, ele vos dirá algo de pouco momento, mencionando a libertação do Egito; ao passo que se alguém me indagar a mim, não ouvirá falar do Egito ou de Faraó, mas da liberdade do pecado e das trevas de Satanás, não por Moisés, mas pelo Filho de Deus.

São João Crisóstomo · c. 347–407

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Os sumos sacerdotes puseram mãos à sua ímpia ação na festa, como se segue: E os sumos sacerdotes e escribas, &c. Moisés ordenou apenas um sacerdote, com cuja morte outro deveria ser nomeado. Mas naquele tempo, quando os costumes judaicos haviam começado a decair, muitos eram feitos a cada ano. Estes, pois, desejando matar Jesus, não temem a Deus, para que na verdade o tempo santo não agravasse a poluição do seu pecado, mas por toda parte temem aos homens. Por isso se segue: Pois temiam o povo.

São João Crisóstomo · c. 347–407

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Ora, a Páscoa, que em hebraico se chama «Phase», não é assim chamada pela Paixão, mas pela passagem, porque o anjo destruidor, vendo o sangue nas portas dos israelitas, passou por alto sobre eles e não tocou nos seus primogênitos. Ou o próprio Senhor, prestando auxílio ao seu povo, passou por cima deles. Mas nisto há diferença entre a Páscoa e a festa dos ázimos: que pela Páscoa se entende aquele dia somente em que o cordeiro foi imolado à tarde, isto é, no décimo quarto dia do primeiro mês; mas no décimo quinto, quando os israelitas saíram do Egito, seguia-se a festa dos ázimos por sete dias, até ao vigésimo primeiro do mesmo mês. Por isso os escritores do Evangelho tomam um pelo outro indiferentemente. Como aqui se diz: O dia dos ázimos, que se chama a Páscoa. Mas por mistério se signifi…

São Beda, o Venerável · c. 672–735

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Não que temessem a sedição, mas temiam que, por interferência do povo, Ele lhes fosse tirado das mãos. E estas coisas Mateus relata terem acontecido dois dias antes da Páscoa, quando estavam reunidos no salão do julgamento de Caifás.

São Beda, o Venerável · c. 672–735

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