Muitos se escandalizam com este passo, os quais convertem as tristezas do Salvador em argumento de fraqueza inerente desde o princípio, e não tomadas sobre Si por um tempo. Mas eu estou tão longe de considerar isto como coisa a desculpar, que nunca mais admiro a Sua misericórdia e majestade; porque Ele teria conferido menos a mim se não tivesse assumido sobre Si os meus sentimentos. Pois tomou sobre Si a minha tristeza, para que sobre mim pudesse derramar a Sua alegria. Portanto, com confiança nomeio a Sua tristeza, porque prego a Sua cruz. Forçoso era, pois, que sofresse aflição, para que vencesse. Porque não têm louvor de fortaleza aqueles cujas feridas produziram estupor, e não dor. Quis pois instruir-nos como devemos vencer a morte, e, o que é muito maior, a angústia da morte vindoura.…