Ora, é manifesto que a regra da abstinência é necessária, porque o Apóstolo a menciona entre os frutos do Espírito. Pois a sujeição do corpo não se obtém por nada tanto como pela abstinência, pela qual, como que por um freio, nos convém refrear o fervor da juventude. A abstinência, portanto, é a mortificação do pecado, a extirpação das paixões, o princípio da vida espiritual, embotando em si mesma o aguilhão das tentações. Mas para que não haja qualquer concordância com os inimigos de Deus, devemos aceitar tudo conforme a ocasião exige, para mostrar que, para os puros, todas as coisas são puras, vindo, na verdade, às necessidades da vida, mas abstendo-nos inteiramente daquelas que conduzem ao prazer. Contudo, visto que não é possível que todos guardem as mesmas horas, ou o mesmo modo, ou a…