Não é, pois, verdade que o seu Evangelho não foi pregado naqueles tempos e lugares em que Ele previu que todos seriam tais quais foram muitos em sua presença efetiva, que nem sequer haveriam de crer nele quando ressuscitava homens dos mortos. Pois o próprio Senhor testemunha que os de Tiro e Sídon teriam feito penitência em grande humildade, se entre eles tivessem sido operados os prodígios do poder divino. Além disso, se os mortos são julgados segundo aquelas obras que teriam feito se tivessem vivido, então, porque estes teriam crido se o Evangelho lhes tivesse sido pregado com tão grandes milagres, certamente não deveriam de modo algum ser punidos; e contudo, no dia do juízo serão punidos; pois segue-se: "Mas digo-vos que haverá menos rigor para Tiro e Sídon no dia do juízo, do que para…
Santo Agostinho · De Dom. Pers. 9 · c. 354–430
tradução automáticaLucas também apresenta isto como dito em continuação de algum outro dos discursos do Senhor; donde aparece que ele antes seguiu a ordem efetiva dos acontecimentos, e Mateus seguiu a sua recordação. Ou então as palavras de Mateus, "Então começou a censurar as cidades", devem ser tomadas, como alguns pensam, como exprimindo algum tempo particular pela palavra "então", mas não referindo-se de modo geral àquele tempo em que muitas das outras coisas aqui narradas foram feitas e ditas. Quem assim pensa, portanto, deve supor que isto foi dito duas vezes. E quando encontramos no mesmo Evangelista algumas coisas ditas pelo Senhor em dois tempos diferentes — como aquilo que está em Lucas acerca de não levar bolsa para a viagem — que maravilha há se alguma outra coisa, que foi dita duas vezes, se enc…
Santo Agostinho · De Cons. Ev., ii, 32 · c. 354–430
tradução automáticaCerto disputador católico de alguma nomeada expôs este lugar do Evangelho do modo seguinte: que o Senhor previu que os de Tiro e Sídon haveriam de cair da fé depois de terem crido nos milagres operados entre eles; e que por isso, em misericórdia, não fez ali os seus milagres, porque eles teriam incorrido em pena mais grave se tivessem decaído da fé depois de a terem possuído, do que se nunca a tivessem possuído. Ou então de outro modo: O Senhor certamente previu as suas misericórdias com as quais Se digna libertar-nos. E esta é a predestinação dos santos, a saber, a presciência e o preparar das misericórdias de Deus, pelas quais com toda a certeza são salvos quantos quer que sejam salvos. Os demais são deixados ao justo juízo de Deus na massa geral dos condenados, onde são deixados os de T…
Santo Agostinho · De Don. Pers. 10 · c. 354–430
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