Estou perplexo sobre o que primeiro admirar nesta passagem: se a presciência, ou o poder do Salvador. A presciência, em que sabia que um peixe tinha um estáter na boca, e que esse peixe seria o primeiro a ser apanhado; o poder, se o estáter foi criado na boca do peixe por Sua palavra, e se por Seu mandado foi ordenado o que havia de acontecer. Cristo, pois, por Seu eminente amor, sofreu a cruz e pagou o tributo; quão miseráveis nós, que somos chamados pelo nome de Cristo, embora nada façamos digno de tão grande dignidade, contudo, quanto à Sua majestade, não pagamos tributo, mas somos isentos do imposto como filhos do Rei. Mas, mesmo em seu sentido literal, edifica o ouvinte aprender quão grande era a pobreza do Senhor, que não tinha donde pagar o tributo por Si e por Seu Apóstolo. Se algu…