Pode-se perguntar: Como então podiam seus pais subir todos os anos, durante a infância de Cristo, a Jerusalém, como Lucas relata, se o medo de Arquelau agora os impedia de aproximar-se dela? Esta dificuldade é facilmente resolvida. Na festa, poderiam passar despercebidos na multidão e, retornando logo, onde em tempos comuns temeriam habitar. Assim, nem se tornaram ímpios por negligenciar a festa, nem notórios por morar continuamente em Jerusalém. Ou nos é lícito entender Lucas quando diz que "subiam todos os anos" como falando de um tempo em que nada tinham a temer de Arquelau, o qual, como relata Josefo, reinou apenas nove anos. Há ainda uma dificuldade no que se segue: "Avisado em sonhos, desviou-se para as partes da Galileia." Se José temia ir para a Judeia porque um dos filhos de Herod…
Santo Agostinho · De Con. Evan. ii. 10 · c. 354–430
tradução automáticaIsto pode talvez ocorrer a alguns: que Mateus diz que Seus pais foram com o Menino Jesus para a Galileia porque temiam Arquelau, quando pareceria mais provável que tenham escolhido a Galileia porque Nazaré era a sua própria cidade, como Lucas não se esqueceu de mencionar. Devemos entender que, quando o Anjo, na visão no Egito, disse a José: «Vai para a terra de Israel», José entendeu que o mandamento era que fosse diretamente para a Judeia, porquanto esta era propriamente a «terra de Israel». Mas, encontrando ali Arquelau reinando, não quis expor-se ao perigo, visto que «terra de Israel» podia interpretar-se como estendendo-se até à Galileia, a qual era habitada por filhos de Israel. Ou podemos supor que Seus pais supunham que Cristo não devia habitar senão em Jerusalém, onde estava o temp…
Santo Agostinho · de Con. Evan., ii, 9 · c. 354–430
tradução automáticaA toda esta história, desde a narração dos Magos inclusive, Lucas a omite. Observe-se aqui de uma vez por todas que cada um dos Evangelistas escreve como se desse uma história plena e completa, a qual nada omite; e onde realmente passa por alto alguma coisa, continua o fio da sua história como se houvesse narrado tudo. Contudo, por uma diligente comparação das suas várias narrativas, não nos fica difícil saber onde inserir qualquer particularidade que é mencionada por um e não pelo outro.
Santo Agostinho · de Con. Evan., ii, 5 · c. 354–430
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