Tendo o Senhor nos admoestado acerca do julgamento precipitado e injusto; e porque os mais dados ao juízo temerário são aqueles que julgam sobre coisas incertas; e os que mais prontamente encontram faltas são aqueles que mais amam falar mal e condenar do que curar e corrigir — falta que nasce ou do orgulho ou da inveja — por isso Ele acrescenta: «Por que vês o argueiro no olho de teu irmão, e não vês a trave no teu próprio olho?»
Santo Agostinho · Serm. in Mont., ii, 18 · c. 354–430
tradução automáticaQuando, pois, somos postos na necessidade de censurar alguém, consideremos primeiro se o pecado é tal que nunca tivemos; em segundo lugar, que somos ainda homens, e podemos cair nele; depois, se é um que já tivemos, e do qual agora estamos livres, e então venha-nos à mente a nossa comum fragilidade, para que a piedade, e não o ódio, preceda a correção. Caso nos encontremos na mesma falta, não repreendamos, mas gememos com o que ofendeu, e convidemo-lo a lutar conosco. Rara, em verdade, e somente nos casos de grande necessidade, deve ser empregada a repreensão; e então tão-somente para que o Senhor seja servido, e não nós mesmos.
Santo Agostinho · Serm. in Mont., ii, 19 · c. 354–430
tradução automáticaPois repreender o pecado é dever dos bons, o qual, quando os maus o fazem, representam um papel, dissimulando o próprio caráter e assumindo um que não lhes pertence.
Santo Agostinho · Serm. in Mont., ii, 19 · c. 354–430
tradução automáticaPois, tendo removido do nosso próprio olho a trave da inveja, da malícia ou da hipocrisia, veremos claramente para tirar a trave do olho de nosso irmão.
Santo Agostinho · c. 354–430
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