Tratado CXIII.
Capítulo XVIII. 13–27.
1. Depois que os seus perseguidores, pela traição de Judas, prenderam e ataram o Senhor, o qual nos amou, e se entregou por nós, e a quem o Pai não poupou, antes o entregou por todos nós; para que entendamos que não houve louvor devido a Judas pela utilidade da sua traição, mas condenação pela obstinação da sua maldade: «Levaram-no», como nos conta João evangelista, «primeiro a Anás.» E não omite a razão de assim fazerem: «Porque era sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano. E Caifás era», diz ele, «o que dera conselho aos judeus, que convinha que um homem morresse pelo povo.» E bem apropriadamente Mateus, querendo dizer o mesmo em menos palavras, conta-nos que foi levado a Caifás; porque também foi levado primeiramente a Anás, simplesme…