Santo Agostinho
Tratado XXVI. Capítulo VI. 41–59 1. Quando nosso Senhor Jesus Cristo, como ouvimos no Evangelho que foi lido, havia dito que Ele próprio era o pão que descera do céu, os judeus murmuraram e disseram: "Não é este Jesus, filho de José, cujo pai e mãe conhecemos? Como, pois, diz ele que desceu do céu?" Estes judeus estavam longe do pão do céu, e não sabiam como famintos ansiar por ele. Tinham as mandíbulas do seu coração languidas; com os ouvidos abertos estavam surdos, viam e permaneciam cegos. Este pão, na verdade, requer a fome do homem interior: e por isso diz Ele noutro lugar: "Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados." Mas o Apóstolo Paulo diz que Cristo é para nós justiça. E, por conseguinte, aquele que tem fome deste pão, tem fome de justiça,—aquela j…
Santo Agostinho · Tratados sobre o Evangelho de João · Capítulo VI. 41–59. · c. 354–430
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