**Objeção 1:** Pareceria que a alma de Cristo teve onipotência. Pois Ambrósio [*Glosa, Ord.] diz sobre Lc. 1,32: «O poder que o Filho de Deus tinha por natureza, o Homem havia de recebê‑lo no tempo.» Ora, isto parece dizer respeito principalmente à alma, por ser a parte principal do homem. Portanto, visto que o Filho de Deus tinha onipotência desde toda a eternidade, parece que a alma de Cristo recebeu onipotência no tempo.
**Objeção 2:** Ademais, assim como o poder de Deus é infinito, assim também o é o seu conhecimento. Mas a alma de Cristo, de certo modo, teve o conhecimento de tudo o que Deus conhece, como se disse acima (Q. 10, a. 2). Logo, teve todo o poder; e, assim, foi onipotente.
**Objeção 3:** Ademais, a alma de Cristo tem todo o conhecimento. Ora, o conhecimento ou é prático…