Objeção 1: Parece que o gozo espiritual que procede da caridade não pode ser pleno. Pois quanto mais nos alegramos em Deus, mais o nosso gozo n'Ele é pleno. Mas nunca nos podemos alegrar n'Ele tanto quanto convém que nos alegremos em Deus, visto que a sua bondade, que é infinita, supera o gozo da criatura, que é finito. Logo, o gozo em Deus nunca pode ser pleno.
Objeção 2: Ademais, o que está pleno não pode ser aumentado. Ora, o gozo, mesmo dos bem-aventurados, pode ser aumentado, pois o gozo de um é maior do que o de outro. Logo, o gozo em Deus não pode ser pleno numa criatura.
Objeção 3: Ademais, a compreensão parece não ser senão a plenitude do conhecimento. Ora, assim como a potência cognoscitiva de uma criatura é finita, assim também a sua potência apetitiva. Visto que, portanto, De…