Santo Agostinho
Mas os atos que se sabe serem em si mesmos pecados não devem ser feitos como que com boa intenção; mas somente aquelas obras que são boas ou más conforme os motivos pelos quais são feitas sejam bons ou maus, e que não são em si mesmas pecados; como dar de comer aos pobres é bom se feito por motivos de misericórdia, mas mau se feito por ostentação. Mas tais obras que são em si mesmas pecados, quem dirá que devem ser feitas com bons motivos, ou que não são pecados? Quem diria: Roubemos os ricos, para que tenhamos o que dar aos pobres?
Santo Agostinho · cont. Mendac., 7 · c. 354–430
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