Há uma certa opinião errônea inerente ao gênero humano, que aumenta o mal e diminui o bem. É o sentimento de que todos os bens que possuímos no decurso da nossa vida, possuímo-los como senhores deles, e por conseguinte os tomamos como nossos bens particulares. Mas é bem o contrário. Pois fomos colocados nesta vida não como senhores em nossa própria casa, mas como hóspedes e estrangeiros, levados aonde não queremos, e num tempo que não pensamos. Aquele que agora é rico, subitamente se torna mendigo. Portanto, quem quer que sejas, sabe que és um dispensador das coisas alheias, e que os privilégios a ti concedidos são para um uso breve e passageiro. Lança pois da tua alma o orgulho do poder, e reveste-te da humildade e modéstia de um mordomo.
São João Crisóstomo · c. 347–407
tradução automáticaEntretanto, é tomado e lançado fora da sua mordomia; pois segue-se: E chamou-o, e disse-lhe: Que é isto que ouço de ti? dá contas da tua mordomia, porque já não poderás ser mordomo. Dia após dia, pelos acontecimentos que se dão, o nosso Senhor nos clama em alta voz a mesma coisa, mostrando-nos um homem ao meio-dia regozijando-se na saúde, antes da noite frio e sem vida; outro expirando no meio de uma refeição. E de várias maneiras saímos da nossa mordomia; mas o mordomo fiel, que tem confiança acerca da sua administração, deseja com Paulo partir e estar com Cristo. Mas aquele cujos desejos estão na terra se perturba com a sua partida. Daqui se acrescenta deste mordomo: Então o mordomo disse consigo mesmo: Que farei, porque o meu senhor me tira a mordomia? Não posso cavar, de mendigar tenho…
São João Crisóstomo · c. 347–407
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