Comeu, portanto, depois da ressurreição, não como quem necessitava de alimento, nem para significar que a ressurreição que esperamos terá necessidade de alimento; mas para que, por esse meio, edificar a natureza de um corpo que ressuscita. Misticamente, porém, o peixe assado de que Cristo comeu significa os sofrimentos de Cristo. Pois Ele, tendo-Se dignado a jazer nas águas do gênero humano, quis ser apanhado pelo anzol da nossa morte, e, por assim dizer, foi queimado pela angústia no tempo da Sua Paixão. O favo de mel, porém, esteve presente para nós na ressurreição. Pelo favo de mel quis representar-nos as duas naturezas da Sua pessoa. Pois o favo de mel é de cera, mas o mel na cera é a natureza divina na humana.