Mateus e Marcos, na verdade, dizem que a transfiguração ocorreu no sexto dia após a promessa feita aos discípulos, mas Lucas, no oitavo. Mas não há discordância nestes testemunhos; pelo contrário, os que contam o número seis, retirando um dia de cada extremidade, isto é, o primeiro e o último, o dia em que Ele faz a promessa e aquele em que a cumpriu, contaram apenas os dias intermediários; mas quem conta o número oito incluiu cada um dos dois dias acima mencionados. Mas por que não foram todos chamados, mas apenas alguns, para contemplar a visão? Havia, na verdade, um só que era indigno de ver a divindade, a saber, Judas, segundo a palavra de Isaías: «Tire-se o ímpio, para que não veja a glória de Deus». Portanto, se ele tivesse sido mandado embora sozinho, poderia, por assim dizer, por i…
São João Damasceno · c. 675–749
tradução automáticaOs servos, porém, oram de uma maneira; o Senhor orou de outra. Pois a oração do servo é oferecida pela elevação da mente a Deus, mas a santa mente de Cristo, (que estava hipostaticamente unida a Deus), orou para que nos levasse pela mão à ascensão, pela qual subimos em oração a Deus, e nos ensinasse que Ele não é oposto a Deus, mas reverencia o Pai como seu princípio; antes, até tentando o tirano, que lhe perguntava se Ele era Deus, (o que o poder dos seus milagres declarava), escondeu como que sob o engodo um anzol; para que aquele que enganara o homem com a esperança da divindade, fosse ele próprio devidamente apanhado com a vestimenta da humanidade. A oração é a revelação da glória divina; como se segue: E, enquanto orava, a aparência do seu rosto se transfigurou.
São João Damasceno · c. 675–749
tradução automáticaAgora o diabo, vendo o seu rosto resplandecer na oração, recordou-se de Moisés, cujo rosto foi glorificado. Mas Moisés, na verdade, estava revestido de uma glória que vinha de fora; o nosso Senhor, daquela que procedia do inerente esplendor da glória divina. Pois, na união hipostática, uma e mesma é a glória do Verbo e da carne; por isso Ele é transfigurado não como recebendo o que não era, mas manifestando aos seus discípulos o que era. Por conseguinte, segundo Mateus, diz-se que foi transfigurado diante deles, e que o seu rosto resplandeceu como o sol; porque o que o sol é nas coisas sensíveis, Deus é nas espirituais. E assim como o sol, que é a fonte da luz, dificilmente pode ser visto, mas a sua luz é percebida por aquilo que chega à terra, assim o semblante de Cristo brilha mais inten…
São João Damasceno · c. 675–749
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