Importa observar que Ele não proíbe que aqueles a quem, pela regra do seu ofício, compete ser saudados na praça, ou ter os primeiros assentos e lugares nos banquetes, mas ensina que aqueles que amam indevidamente essas coisas, quer as tenham, quer não, devem ser evitados pelos fiéis como homens perversos: isto é, censura a intenção, não o ofício; embora também seja culpável que os próprios homens que desejam ser chamados mestres da sinagoga na cátedra de Moisés tenham de se ocupar de litígios na praça. Somos ordenados de dois modos a acautelar-nos daqueles que são desejosos de vanglória: primeiro, que não sejamos seduzidos pela sua hipocrisia a pensar que o que fazem é bom; nem, segundo, que sejamos excitados a imitá-los por uma vã alegria em ser louvados por aquelas virtudes que eles afet…