Isto não pode acontecer antes que a alma esteja de tal modo unida ao corpo, que nada os possa separar. Contudo, é com razão chamada a morte da alma, porque ela não vive de Deus; e a morte do corpo, porque, ainda que o homem não cesse de sentir, todavia, porquanto este seu sentir não tem prazer nem saúde, mas é dor e castigo, melhor se nomeia morte do que vida.
Santo Agostinho · City of God, book xiii, ch. 2 · c. 354–430
tradução automáticaPosto que com razão possamos indagar acerca de nossos cabelos, se tudo aquilo que de nós algum dia foi cortado retornará; pois quem não recearia tal disformidade? Quando uma vez se compreende que nada de nosso corpo se há de perder, de sorte que se conservem a forma e a perfeição de todas as partes, ao mesmo tempo compreendemos que tudo aquilo que houvesse de desfigurar nosso corpo há de ser unido ou assumido pela massa toda, não fixado em partes particulares de modo a destruir a estrutura dos membros; assim como um vaso feito de barro, e de novo reduzido a barro, é outra vez reformado em vaso, não é mister que aquela porção de barro que formara a asa de novo a forme, ou que aquela que compusera o fundo de novo vá para o fundo, contanto que o todo seja remodelado no todo, o barro todo no v…
Santo Agostinho · City of God, book xxii, ch. 19 · c. 354–430
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