Ou então, isto se diz não no sentido de que Ele nada proferisse em palavras claras, mas que não concluía discurso algum sem nele introduzir uma parábola no decurso dele, ainda que a parte principal do discurso pudesse consistir em matéria não figurada. E podemos, na verdade, encontrar discursos seus inteiramente parabólicos, mas nenhum inteiramente direto. E por discurso completo entendo o todo do que Ele diz sobre qualquer assunto que pelas circunstâncias Lhe seja apresentado, antes de deixá-lo e de passar a novo tema. Pois às vezes um Evangelista liga o que outro apresenta como dito em diferentes ocasiões; tendo, em tal caso, o escritor seguido não a ordem dos acontecimentos, mas a ordem da conexão em sua própria memória. A razão por que falava em parábolas o Evangelista acrescenta, dize…
Santo Agostinho · Quaest. in Matt., q. 15 · c. 354–430
tradução automática