Tempo Comum · Semana XXXIII

segunda-feira, 15 de novembro · paramento verde

Lc 18, 35-43

Tempo Comum

O Evangelho de hoje, lido com os Padres da Igreja.

Lc 18, 35-43

Sucedeu que, aproximando-se eles de Jericó, estava sentado à borda da estrada um cego pedindo esmola. 36Ouvindo a turba que passava, perguntou que era aquilo. 37Disseram-lhe que era Jesus Nazareno que passava. 38Então ele clamou : "Jesus, Filho de David, tem piedade de mim !" 39Os que iam adiante repreendiam-no para que se calasse. Porém, ele, cada vez gritava mais: "Filho de David, tem piedade de mim!" 40Jesus, parando, mandou que lho trouxessem. Quando ele chegou, interrogou-o: 41"Que queres que eu te faça?" Ele respondeu: "Senhor, fazei que eu veja." 42Jesus disse-lhe: "Vê; a tua fé te salvou." 43Imediatamente, viu, e foi-o seguindo, glorificando a Deus. Todo o povo, vendo isto, deu louvor a Deus.

Tradução: Matos Soares · domínio público

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Os Padres comentam

São João Crisóstomo

Uma grande multidão se reunira ao redor de Cristo, e o cego, na verdade, não O conhecia, mas sentia uma atração para Ele, e abarcou com o coração o que a vista não abrangia. Como se segue: E, ouvindo a multidão que passava, perguntou o que era. E os que viam falaram, na verdade, segundo a sua própria opinião. E disseram-lhe que Jesus Nazareno passava. Mas o cego clamou. Dizem-lhe uma coisa, ele proclama outra; porque se segue: E clamou, dizendo: Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim. Quem te ensinou isto, ó homem? Tu, que estás privado da vista, leste os livros? Donde, pois, conheces tu a Luz do mundo? Na verdade, o Senhor dá vista aos cegos.

São João Crisóstomo · c. 347–407

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São Gregório Magno

Porque os discípulos, sendo ainda carnais, não podiam receber as palavras do mistério, são conduzidos a um milagre. Diante de seus olhos, um cego recebe a vista, para que por uma obra divina a sua fé fosse fortalecida.

São Gregório Magno · Gregorius in Evang · c. 540–604

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Santo Agostinho

Poderíamos entender a expressão ‘estar perto de Jericó’ como se já tivessem saído dela, mas ainda estivessem próximos. Poderia, embora menos comum neste sentido, ser assim tomada aqui, pois Mateus relata que, ao saírem de Jericó, dois cegos, que estavam sentados junto ao caminho, recuperaram a vista. Não há necessidade de questionar o número, se supusermos que um dos Evangelistas, lembrando-se apenas de um, silenciou sobre o outro. Marcos também menciona apenas um, e também diz que ele recebeu a vista ao saírem de Jericó; deu também o nome do homem e de seu pai, para nos fazer entender que este era bem conhecido, mas o outro não tanto, de modo que pudesse acontecer que aquele que era conhecido fosse naturalmente o único mencionado. Mas, visto que o que se segue no Evangelho de São Lucas pr…

Santo Agostinho · Augustinus de quaest. Evang · c. 354–430

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