Tempo Comum · Semana 20

segunda-feira, 17 de agosto · paramento verde

Mt 19,16-22

Tempo Comum

O Evangelho de hoje, lido com os Padres da Igreja.

Mt 19,16-22

Aproximando-se dele um jovem, disse-lhe: "Mestre, que hei-de eu fazer de bom para alcançar a vida eterna?" 17Jesus respondeu-lhe: "Porque me interrogas acerca do que é bom? Um só é bom, Deus. Porém, se queres entrar na vida (eterna) guarda os mandamentos." 18"Quais?", perguntou ele. Jesus disse: "Não matarás, não cometerás adultério, não roubarás, não dirás falso testemunho. 19Honra teu pai e tua mãe, e ama o teu próximo como a ti mesmo (Ex. 20, 12-16; Lv. 19, 18; Dt. 5, 16-20)." 20Disse-lhe o jovem: "Tenho observado tudo isso desde a minha infância. Que me falta ainda?" 21Jesus disse-lhe: "Se queres ser perfeito, vai, vende o que tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; depois vem e segue-me." 22O jovem, porém, tendo ouvido esta palavra, retirou-se triste, porque tinha muitos bens.

Tradução: Matos Soares · domínio público

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Os Padres comentam

Santo Agostinho

É bom distribuir com discernimento aos pobres; é melhor, com o propósito de seguir ao Senhor, despir-se de uma só vez de tudo, e, liberto da ansiedade, padecer necessidade com Cristo.

Santo Agostinho · Gennadius, de Eccles. Dogm. 36 · c. 354–430

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São Jerônimo

Quanto ao fato de Vigilâncio afirmar que aqueles que retêm o uso de seus bens e de tempos em tempos dividem suas rendas com os pobres procedem melhor do que os que vendem seus haveres e os dissipam num único ato de caridade, a este não eu, mas Deus há de responder: *Se queres ser perfeito, vai e vende*. Aquilo que tanto exaltais não é senão o segundo ou terceiro grau; o qual nós de fato admitimos, lembrando apenas que o que é primeiro deve ser anteposto ao que é terceiro ou segundo.

São Jerônimo · Hieron. cont. Vigilant., 15 · c. 347–420

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Beato Rabano Mauro

Este homem havia, porventura, ouvido do Senhor que somente os que fossem semelhantes às crianças eram dignos de entrar no reino celestial; mas desejando saber com maior certeza, pede que lhe seja declarado, não por parábolas, mas expressamente, por que méritos poderia alcançar a vida eterna. Por isso se diz: *E eis que um se aproximou e lhe disse: Bom Mestre, que bem farei eu para ter a vida eterna?*

Beato Rabano Mauro · e Bed. in Luc., Matt 18 · c. 780–856

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