Tempo Comum · Semana 17

terça-feira, 28 de julho · paramento verde

Mt 13, 36-43

Tempo Comum

O Evangelho de hoje, lido com os Padres da Igreja.

Mt 13, 36-43

Então (Jesus), despedido o povo, foi para casa, e chegaram-se a ele os seus discípulos, dizendo: "Explica-nos a parábola da cizânia no campo." 37Ele respondeu: "O que semeia a boa semente, é o Filho do homem. 38O campo é o mundo. A boa semente são os filhos do reino. A cizânia são os filhos do (espírito) maligno. 39O inimigo que a semeou, é o demônio. O tempo da ceifa é o fim do mundo. Os segadores são os anjos. 40De maneira que, assim como é colhida a cizânia e queimada no fogo, assim acontecerá no fim do mundo. 41O Filho do homem enviará os seus anjos, e tirarão do seu reino todos os escândalos e os que praticam a iniquidade, 42e lançá-los-ão na fornalha de fogo. Ali haverá choro e ranger de dentes. 43Então resplandecerão os justos como o sol no reino de seu Pai. O que tem ouvidos para ouvir, ouça.

Tradução: Matos Soares · domínio público

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Os Padres comentam

Santo Agostinho

A respeito do joio, expõe o Senhor que se há de entender, não como interpreta Maniqueu, certas partes espúrias inseridas entre as verdadeiras Escrituras, mas todos os filhos do Maligno, isto é, os imitadores da fraude do Diabo. Como se segue: «O joio são os filhos do maligno», pelos quais nos quer dar a entender todos os ímpios e perversos.

Santo Agostinho · Cont. Faust., xviii, 7 · c. 354–430

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Beato Rabano Mauro

Figuradamente: Tendo despedido a multidão dos inquietos judeus, entra na Igreja dos gentios, e ali expõe aos crentes os celestiais sacramentos, donde se segue: «E vieram a ele os seus discípulos, dizendo: Explica-nos a parábola do joio do campo».

Beato Rabano Mauro · c. 780–856

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Remígio de Auxerre

O Senhor chama a si mesmo o Filho do Homem, para que nesse título oferecesse um exemplo de humildade; ou talvez porque havia de acontecer que certos hereges negariam que ele fosse verdadeiramente homem; ou para que, pela crença em sua Humanidade, ascendêssemos ao conhecimento de sua Divindade.

Remígio de Auxerre · c. 841–908

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