Evangelho do dia

segunda-feira, 8 de março · paramento roxo

Jo 4, 43-54

2ª feira da 4ª Semana da Quaresma

O Evangelho de hoje, lido com os Padres da Igreja.

Jo 4, 43-54

Passados dois dias, partiu Jesus dali para a Galileia. 44Porque o mesmo Jesus tinha afirmado que um profeta não tem respeito na sua pátria. 45Tendo chegado à Galileia, receberam-no bem os Galileus, porque tinham visto todas as coisas que ele havia feito em Jerusalém no dia da festa; pois também tinham ido à festa 46Foi, pois, novamente a Caná da Galileia, onde tinha convertido a água em vinho. Havia em Cafarnaum um funcionário real, cujo filho estava doente. 47Este, tendo ouvido dizer que Jesus chegara da Judeia à Galileia, foi ter com ele e rogou-lhe que fosse a sua casa curar seu filho, que estava a morrer. 48Jesus disse-lhe: "Vós, se não virdes milagres e prodígios, não credes." 49O funcionário real disse-lhe: "Senhor, vem antes que meu filho morra" 50Jesus disse-lhe: "Vai, o teu filho vive." Deu o homem crédito ao que Jesus lhe disse, e partiu 51Quando já ia para casa, vieram os criados ao seu encontro, e deram-lhe a nova de que seu filho vivia. 52Perguntou-lhes a hora em que o doente se achara melhor. Disseram-lhe: "Ontem, à hora sétima, o deixou a febre." 53Reconheceu então o pai ser aquela mesma a hora em que Jesus lhe dissera: "Teu filho vive". Acreditou ele, assim como toda a sua família. 54Foi este o segundo milagre que Jesus fez, depois de ter vindo da Judeia para a Galileia.

Tradução: Matos Soares · domínio público

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Os Padres comentam

São Beda, o Venerável

Eles O tinham visto em Jerusalém, pois também foram à festa. O regresso de nosso Senhor tem um significado místico, a saber, que, quando os gentios tiverem sido confirmados na fé pelos dois preceitos do amor, isto é, no fim do mundo, Ele retornará à Sua pátria, isto é, à Judeia.

São Beda, o Venerável · c. 672–735

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Teofilacto de Ócrida

Ou assim: Nosso Senhor, ao deixar a Samaria para ir à Galileia, explica por que não estava sempre na Galileia, a saber, por causa da pouca honra que ali recebia; porque um profeta não tem honra na sua própria pátria.

Teofilacto de Ócrida · c. 1055–1107

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Orígenes

A pátria dos profetas era a Judeia, e todos sabem quão pouca honra recebiam dos judeus, como lemos: Qual dos profetas não perseguiram vossos pais? Não se pode senão admirar a verdade desta palavra, exemplificada não só no desprezo lançado sobre os santos profetas e sobre o próprio Senhor nosso, mas também no caso de outros mestres da sabedoria que foram desprezados por seus concidadãos e mortos.

Orígenes · Origenes in Ioannem · c. 184–253

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