Evangelho do dia

sábado, 6 de março · paramento roxo

Lc 18, 9-14

Sábado da 3ª Semana da Quaresma

O Evangelho de hoje, lido com os Padres da Igreja.

Lc 18, 9-14

Disse também esta parábola a uns que confiavam muito em si mesmos, como se fossem justos, e desprezavam os outros. 10"Subiram dois homens ao templo a fazer oração: um era fariseu, outro publicano. 11O fariseu, de pé, orava no seu interior desta forma: Graças te dou, ó Deus, porque não sou como os outros homens: ladrões, injustos, adúlteros, nem como este publicano. 12Jejuo duas vezes na semana; pago o dízimo de tudo o que possuo, 13O publicano, porém, conservando-se a distância, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Meu Deus, tem piedade de mim pecador. 14Digo-vos que este voltou justificado para sua casa, o outro não; porque quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado."

Tradução: Matos Soares · domínio público

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Os Padres comentam

Expositor Grego (anônimo)

O zelo na oração foi a lição ensinada por nosso Senhor na parábola da viúva e do juiz; agora Ele nos instrui sobre como devemos dirigir a Ele as nossas orações, a fim de que elas não sejam infrutíferas. O fariseu foi condenado porque orou sem atenção. Como se segue: O fariseu, em pé, orava consigo mesmo.

Expositor Grego (anônimo)

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São Basílio Magno

«Orou consigo mesmo», isto é, não com Deus; seu pecado de soberba o fez voltar a si mesmo. Segue-se: «Deus, graças Te dou.»

São Basílio Magno · c. 330–379

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São Gregório Magno

Há diferentes formas pelas quais o orgulho dos homens presunçosos se apresenta: quando imaginam que o bem que há neles provém de si mesmos; ou, crendo que lhes é dado do alto, que o receberam por seus próprios méritos; ou, de qualquer modo, quando se vangloriam de possuir aquilo que não têm. Ou, por fim, quando, desprezando os outros, almejam parecer singulares na posse do que têm. E nesse aspecto o fariseu atribui a si mesmo especialmente o mérito das boas obras.

São Gregório Magno · Gregorius Moralium · c. 540–604

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