Evangelho do dia

sábado, 27 de fevereiro · paramento roxo

Lc 15, 1-3. 11-32

Sábado da 2ª Semana da Quaresma

O Evangelho de hoje, lido com os Padres da Igreja.

Lc 15, 1-3. 11-32

Aproximavam-se dele os publicanos e os pecadores para o ouvir. 2Os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: "Este recebe os pecadores, e come com eles." 3Então propôs-lhes esta parábola: 11Disse mais: "Um homem tinha dois filhos, 12o mais novo disse a seu pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me toca. O pai repartiu entre eles os bens. 13Passados poucos dias, juntando tudo o que era seu, o filho mais novo partiu para uma terra distante, e lá dissipou os seus bens, vivendo dissolutamente. 14Depois de ter consumido tudo, houve naquele país uma grande fome, e ele começou a sentir necessidade. 15Foi pôr-se ao serviço de um habitante daquela terra, que o mandou para os seus campos guardar porcos. 16Desejava encher o seu ventre das landes que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. 17Tendo entrado em si, disse: Quantos jornaleiros há em casa de meu pai, que têm pão em abundância, e eu aqui morro de fome! 18Levantar-me-ei, irei ter com meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e contra ti; 19já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus jornaleiros. 20Levantando-se, foi para seu pai. Quando ele estava ainda longe, seu pai viu-o, ficou movido de compaixão, e, correndo, lançou-lhe os braços ao pescoço, e beijou-o. 21O filho disse-lhe: Pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. 22Porém o pai disse aos seus servos: Trazei depressa o vestido mais precioso, vesti-lho, metei-lhe um anel no dedo e os sapatos nos pés. 23Trazei também um vitelo gordo, matai-o, Comamos e façamos festa, 24porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi encontrado. E começaram a fazer festa. 25Ora o filho mais velho estava no campo. Quando voltou, ao aproximar-se de casa, ouviu a música e os coros. 26Chamou um dos servos, e perguntou-lhe que era aquilo. 27Este disse-lhe: Teu irmão voltou, e teu pai mandou matar um novilho gordo, porque o recuperou com saúde. 28Ele indignou-se, e não queria entrar. Mas o pai, saindo, começou a pedir-lhe. 29Ele, porém, respondeu a seu pai: Há tantos anos que te sirvo, nunca transgredi nenhum mandado teu, e nunca me deste um cabrito para eu me banquetear com os meus amigos; 30mas, logo que veio este teu filho, que devorou os seus bens com meretrizes, lhe mandaste matar um novilho gordo. 31Seu pai disse-lhe: Filho, tu estás sempre comigo, tudo o que é meu é teu. 32Era, porém, justo que houvesse banquete e festa, porque este teu irmão estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi encontrado".

Tradução: Matos Soares · domínio público

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Os Padres comentam

São Gregório de Nissa

Mas ele não retornou à sua felicidade anterior antes de, tornando a si mesmo, experimentar a presença de uma amargura avassaladora e formular as palavras de arrependimento que se acrescentam: Levantar-me-ei.

São Gregório de Nissa · Gregorius Nyssenus · c. 335–394

São João Crisóstomo

Pois que outra coisa significa o fato de ele correr, senão que nós, pelo impedimento de nossos pecados, não podemos chegar a Deus por nossa própria virtude? Mas, como Deus pode vir ao encontro dos fracos, ele lançou-se ao seu pescoço. A boca é beijada, por ter dela procedido a confissão do penitente, brotada do coração e alegremente acolhida pelo pai.

São João Crisóstomo · c. 347–407

Santo Ambrósio de Milão

Quão misericordioso! Ele, ainda ofendido, não desdenha ouvir o nome de Pai. Pequei: esta é a primeira confissão do pecado diante do Autor da natureza, do Senhor da misericórdia, do Juiz da fé. E, embora Deus conheça todas as coisas, espera contudo a voz da tua confissão. Pois com a boca se faz a confissão para a salvação; e alivia o peso do erro aquele que o lança sobre si mesmo, excluindo o ódio da acusação por antecipar-se ao acusador mediante a confissão. Em vão te esconderias dAquele a quem nada escapa; e podes com segurança revelar aquilo que sabes já lhe ser conhecido. Confessa antes, para que Cristo interceda por ti, a Igreja rogue por ti, o povo chore por ti. E não temas que não o alcançarás: o teu Advogado promete perdão, o teu Protetor promete favor, o teu Libertador te promete a…

Santo Ambrósio de Milão · c. 337–397

Texto bruto preservado, limpeza editorial rastreada e atribuição disponível. Fontes e edições

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